AVALIAÇÃO IN VIVO DA TOXICIDADE DE NANOPARTÍCULAS CARREADAS COM CURCUMINA

  • Paula Trevisan
  • Rafael Porto Ineu
  • Odinei Hess Gonçalves
  • Fernanda Vitória Leimann
  • Patrícia Aparecida Macário Borsato
  • Byanca Pereira Moreira de Oliveira
  • Daiana Silva De Avila
  • Danielle Araújo Agarrayua
Rótulo Curcumina, 1, Antioxidante, 2, Nanoencapsulação, 3, Caenorhabditis, elegans, 4, Polímero, poli, &#400, –, caprolactona, 5

Resumo

A curcumina é o principal composto polifenólico bioativo presente nos rizomas da cúrcuma e tornou-se alvo de estudos em diversas áreas de conhecimento devido à variedade de propriedades biológicas que apresenta, como atividade antioxidante, anti-inflamatória e neuroprotetora. Sua baixa biodisponibilidade, insolubilidade em água e instabilidade limitam sua aplicação, dificultando sua ação e absorção. Várias técnicas podem ser usadas para melhorar a dissolução e biodisponibilidade de bioativos. A nanoencapsulação da curcumina vem sendo utilizada para aumentar a sua biodisponibilidade, sendo ótima ferramenta para a liberação controlada e vetorização para tecidos de interesse. Entretanto, pouco se sabe sobre sua segurança. Recentemente, há um número crescente de estudos sobre nanotoxicologia em Caenorhabditis elegans. O C. elegans é um modelo animal com vantagens potenciais para estudos da atividade nutracêutica como vida útil relativamente curta, fácil manutenção, baixo custo, tamanho de ninhada e várias linhagens mutantes. Nesse contexto, nosso objetivo foi avaliar os efeitos de interação de nanopartículas de curcumina encapsuladas pelo polímero poli Ɛ caprolactona (PCL) em C. elegans a fim de obter informações sobre o potencial de toxicidade. Os vermes no primeiro estágio larval (L1), foram obtidos por um processo de sincronização. Após 14 horas do processo de sincronização, as larvas recém eclodidas foram tratadas com diferentes concentrações (10 μM, 30 μM e 100 μM) de nanopartículas contendo curcumina, nanopartículas vazias e curcumina livre, por 30 minutos, em meio líquido. Logo após, todo este meio contendo o tratamento foi colocado em placas de Petri contendo NGM e E. coli por 48 h. Após 48 h (exposição crônica), os vermes foram analisados. Para os ensaios de sobrevivência, eles foram contados e comparados com o grupo controle a fim de traçar uma curva de sobrevivência. A reprodução foi avaliada através do tamanho da ninhada. Para determinação do tamanho dos animais, fotos foram tiradas com o auxílio de um microscópio com câmera acoplada. Todos os experimentos foram feitos em duplicata e repetidos no mínimo 3 vezes. Os dados foram expressos como média ± erro padrão, e foram analisados estatisticamente através de ANOVA de uma via e post-hoc de Tukey. Pode-se observar que tanto as nanopartículas com curcumina, nanopartículas brancas e a curcumina livre não causaram diferença significativa na taxa de sobrevivência dos vermes em relação ao controle. Na determinação do tamanho da ninhada e do tamanho dos vermes observou-se que a apenas a curcumina livre diminuiu significativamente esses parâmetros na concentração de 30 μM em relação ao controle. A formulação de nanoparticulas de PCL carregando curcumina pode ser considerada segura, e esses resultados indicam que C. elegans pode ser uma boa alternativa in vivo para estudos de nanotoxicologia fornecendo resultados precisos e rápidos.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
TREVISAN, P.; PORTO INEU, R.; HESS GONÇALVES, O.; VITÓRIA LEIMANN, F.; APARECIDA MACÁRIO BORSATO, P.; PEREIRA MOREIRA DE OLIVEIRA, B.; SILVA DE AVILA, D.; ARAÚJO AGARRAYUA, D. AVALIAÇÃO IN VIVO DA TOXICIDADE DE NANOPARTÍCULAS CARREADAS COM CURCUMINA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.