PERFIL DE PACIENTES INTERNADOS POR DPOC EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA CIDADE DE BAGÉ, RS

  • Fernanda Jardim
  • Franciele Alves Valério da Rosa
  • Caroline Barreto
  • Henry Ritta
  • Ana Carolina Zago
  • Guilherme Cassão Marques Bragança
Rótulo internação, hospitalar, DPOC, farmacoterapia

Resumo

Introdução: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma causa frequente de mortalidade e morbidade, sendo nos últimos 10 anos, a 5º maior causa de internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre os motivos que aumentam essa prevalência destacam-se as situações em que os pacientes não possuem suporte domiciliar, quando apresentam sintomas severos de insuficiência respiratória como cianose, edema periférico e as exacerbações. O processo inflamatório crônico pode ocasionar enfisema pulmonar, bronquite crônica e bronquiolite obstrutiva, sendo essas alterações progressivas e frequentemente não reversíveis. A particularização do tratamento é essencial, amparado na acessibilidade das medicações, estágio da doença, interações medicamentosas e patologias concomitantes, mas o tratamento fundamentalmente é baseado no uso de antibióticos, corticoides e broncodilatadores. Objetivos: Identificar as características sociodemográficas de pacientes internados no contexto hospitalar com DPOC, bem como descrever a farmacoterapia envolvida. Metodologia: Foi realizado um estudo quantitativo, retrospectivo, descritivo e documental baseado em 39 prontuários de pacientes com DPOC internados entre os meses de janeiro de 2018 e agosto de 2019, fornecidos através do software do Hospital Universitário da cidade de Bagé, RS, local do estudo. Este estudo traz dados parciais, sendo integrado a um projeto intitulado A Farmácia e o Uso Racional de Medicamentos tendo sido aprovado pelo Comitê de Ética, sob n° de protocolo 102092/2018. Resultados: Em relação às internações de pacientes com DPOC no período estudado, 56% (n=22) eram do sexo feminino, 54% (n=21) dos pacientes internados tinham idade igual ou superior a 71 anos, em relação ao tipo de convênio, 89% (n=35) utilizaram o SUS, o tempo de internação mais prevalente foi de 1 a 7 dias (62%). A medida farmacoterapêutica contemplada aos acometidos de DPOC foi composta pelo uso de antibióticos (93%), anti-inflamatórios corticóides (39%) e broncodilatadores (21%).Os antibióticos mais prescritos foram a Ceftriaxona (47%), Azitromicina (34%) e o Levofloxacino (19%), sendo que 36% dos pacientes utilizaram mais de um antibiótico durante a internação. Houve duas reinternações e quatro óbitos dentre os pacientes estudados no período em questão. Conclusão: O tratamento dispensado foi coerente com o preconizado pela literatura, o que pode explicar o baixo índice de reinternações e de óbitos no período estudado. No entanto, resta como desafio para as equipes de saúde, a melhora da sobrevida e da qualidade de vida dos pacientes acometidos com esta enfermidade. Sugere-se também a participação em programas de reabilitação respiratória e muscular.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
JARDIM, F.; ALVES VALÉRIO DA ROSA, F.; BARRETO, C.; RITTA, H.; CAROLINA ZAGO, A.; CASSÃO MARQUES BRAGANÇA, G. PERFIL DE PACIENTES INTERNADOS POR DPOC EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA CIDADE DE BAGÉ, RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.