SÍNDROME DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL EM DOCENTES DA REDE PÚBLICA DE URUGUAIANA-RS

  • Ane Muniz
  • Jarbas da Silva Ziani
  • Rodrigo De Souza Balk
  • Helter Luiz da Rosa Oliveira
Rótulo Saúde, Mental, Docentes, Qualidade, Vida

Resumo

A Síndrome do Esgotamento Profissional (SEP) se caracteriza como uma doença do trabalho muitas vezes desconhecida pelos profissionais. Seus efeitos se fazem sentir tanto na diminuição da produção, como na qualidade do trabalho executado, no aumento do absenteísmo, na alta rotatividade, no incremento de acidentes ocupacionais e na visão negativa da Instituição. Dentre as profissões mais acometidas pela SEP destaca-se a de professor. A sobrecarga de trabalho ao executar múltiplas tarefas, como atender o aluno individualmente, ter o controle da turma coletivamente e desempenhar funções de planejamento e gestão, são algumas situações de estresse que podem explicar o cansaço físico e mental destes profissionais. Assim o estudo busca identificar a prevalência da SEP em professores de Uruguaiana/RS. Trata-se de um estudo transversal descritivo, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob parecer número 3.606.777 realizado em uma escola da rede pública estadual do município. Utilizou-se como critérios de inclusão: profissionais de ambos os gêneros aprovados em concurso público do magistério com idade entre 18 e 65 anos e que assinassem o Termo do Consentimento Livre e Esclarecido. Foram excluídos do estudo professores que ministrassem aulas em rede de ensino privada, com carga horária semanal de docência inferior a 20 horas e que tivessem passado por períodos de afastamento superior a três meses no último ano. Foi aplicado o questionário Maslach Burnout Inventory, adaptado para ser utilizada com professores, para se estimar a prevalência de SEP entre os professores. Tal questionário visa identificar características psicofísicas em relação ao trabalho, composto por 20 questões de múltipla escolha. Participaram do estudo 25 professores, com idades entre 39 e 65 anos, sendo 21 do gênero feminino. Destes, 20 (80%) trabalham em regime de 40 horas semanais, 3 (12%) em regime de 60 horas e 2 (8%) em regime de 20 horas semanais. Quanto a SEP, 16 (64%) encontram-se na fase inicial de desenvolvimento, outros 4 (16%) estão em fase intermediária, 3 professores foram classificados com baixa probabilidade de desenvolvimento, e 2 (8%) destes professores encontram-se em fase avançada. Dos 23 professores que lecionam 40 horas ou mais por semana, apenas 1 foi classificado com baixo risco de desenvolvimento da SEP, sugerindo que a carga horária de trabalho tenha relação com uma maior possibilidade de desenvolvimento da SEP entre professores. Através desse estudo podemos concluir que a grande maioria dos professores apresentaram grande chance de desenvolvimento da SEP, necessitando uma maior atenção na busca de melhorias relacionadas à saúde mental destes profissionais.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2020-08-28
Como Citar
MUNIZ, A.; DA SILVA ZIANI, J.; DE SOUZA BALK, R.; LUIZ DA ROSA OLIVEIRA, H. SÍNDROME DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL EM DOCENTES DA REDE PÚBLICA DE URUGUAIANA-RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.