ENSINO DA NATAÇÃO: UMA REFLEXÃO DOCENTE DO APRENDER PARA ENSINAR

  • Bruno Nieswald
  • Bruno Henrique Nieswald
  • Guilherme Salgueiro Acosta
  • David Roger Rocha Menezes
  • Jeferson Luis Rodrigues Salvador
  • Susane Graup Do Rego
Rótulo Natação, Esportes, Aquáticos, Docência, Ensino-Aprendizagem

Resumo

O processo de aprendizagem da natação está rodeado de dificuldades que precisam ser superadas, sendo que estas vão desde o medo em entrar no ambiente aquático até os minuciosos detalhes no ângulo do corpo durante a saída de bloco. Neste sentido, é possível perceber que a natação exige movimentos complexos que são necessários para a execução da técnica, tendo esta que ser realizada com um controle coordenado da respiração. Diante destas informações, o objetivo deste estudo foi apresentar um relato de experiência sobre as principais dificuldades enfrentadas por acadêmicos de licenciatura em Educação Física e refletir se essas dificuldades repercutem no momento da prática docente. Os relatos são oriundos das aulas práticas do componente curricular Esportes Aquáticos, totalizando 45 períodos no segundo semestre letivo de 2018. As aulas eram realizadas em uma piscina térmica coberta, por uma professora com larga experiência no ensino da natação. As metodologias de ensino eram variadas, sendo respeitada uma ordem de complexidade para o desenvolvimento das habilidades motoras básicas para o ensino-aprendizagem do esporte. Os conteúdos trabalhados ao longo do semestre foram: adaptação ao meio líquido (respiração, flutuação, equilíbrio, propulsão e deslize), os nados Crawl, Costas, Peito e Borboleta, considerando seus componentes (pernada, braçada e respiração), bem como, saídas e viradas. Vale destacar que, devido ao cronograma da disciplina, as aulas eram elaboradas de acordo com os conteúdos que estavam programados no plano de ensino e não de acordo com a dificuldade de aprendizagem dos alunos. A maioria dos acadêmicos quando chegam neste componente não possuem experiência prévia com esta modalidade, e quando possuem, são nados rudimentares, quase sempre com o rosto fora da água. Ainda é possível perceber que alguns acadêmicos apresentam pânico de água e, mesmo assim, precisam cursar as aulas práticas. A principal dificuldade apresentada pelos acadêmicos de maneira geral foi a respiração, o que muitas vezes repercutiu negativamente no aprendizado de outras habilidades, causando frustração nos alunos em vários momentos ao longo do semestre. Esta dificuldade evidenciou a necessidade de um tempo maior destinado ao ensino deste fundamento, até mesmo na formação de professores. Também, a coordenação do nado peito foi algo apontado como extremamente difícil, precisando mais tempo para aprendizagem do que os outros nados. Apesar de todas as dificuldades, os alunos conseguiram evoluir no aprendizado em diferentes níveis de acordo com as habilidades e experiências prévias, sendo que vários se consideram aptos para o ensino da natação após o componente. Com base nos resultados é possível concluir que é possível aprender a ensinar a natação no componente esportes aquáticos, mas existe a necessidade do docente responsável destinar mais tempo para o ensino da respiração, para que os acadêmicos possam aprender as sequências pedagógicas sem frustrações.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
NIESWALD, B.; HENRIQUE NIESWALD, B.; SALGUEIRO ACOSTA, G.; ROGER ROCHA MENEZES, D.; LUIS RODRIGUES SALVADOR, J.; GRAUP DO REGO, S. ENSINO DA NATAÇÃO: UMA REFLEXÃO DOCENTE DO APRENDER PARA ENSINAR. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.