COMORBIDADES E SEUS EFEITOS NA MORTALIDADE EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

  • Gabriele Palagi
  • Daniele Prestes
  • Bruna Aguirre Medeiros
  • Adriane Schmidt Pasqualoto
  • Isabella Martins de Albuquerque
Rótulo Doença, Pulmonar, Obstrutiva, Crônica, Mortalidade, Qualidade, Vida

Resumo

i) introdução: A doença pulmonar crônica vem aumentando tanto a prevalência como a mortalidade. A frequente existência de comorbidades associadas à doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) estabelece um desfecho negativo na frequência de exacerbações, sobrevida e qualidade de vida deste indivíduo. O índice de comorbidade de Charlson (ICC), independente do diagnóstico principal, avalia o número de comorbidades do paciente de acordo com o risco de sobrevida. Para além do tabagismo é importante que se constituam outros fatores para se averiguar o prognóstico e mortalidade. iii) objetivo(s): Avaliar o estado de saúde de indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica relacionar e identificar as variáveis preditoras de mortalidade em pacientes de um programa de reabilitação pulmonar. iv) material e métodos: Trata-se de um estudo observacional, longitudinal, prospectivo, realizado na unidade de reabilitação pulmonar de um Hospital Universitário, na região Central do Rio Grande do Sul, no período de outubro de 2018 a julho de 2019. A amostra da pesquisa foi composta por pacientes com DPOC, de ambos os sexos. Foram avaliados em relação aspectos psicossociais, diagnósticos, composição corporal, análises hematológicas, sensação de dispneia através da Modified Medical Research Council (mMRC), o impacto dos sintomas na qualidade de vida foi verificado através do questionário COPD Assessment Test (CAT) e o Índice de Comorbidade de Charlson corrigido para idade (ICC-I) foi utilizado para determinar o grau de comorbidade. Estudo foi aprovado pelo CEP Institucional número do parecer 1.967.549. v) resultados e discussão: Verificou-se uma correlação entre o ICC-I em relação ao sexo (r=0,33;p=0,01, monócitos( r=0,31;p=0,03) e eosinófilos (r=0,27;p=0,04), associação moderada entre o mMRC e VEF1 (r=-0,40; p<0,001). Também, verificamos que a contagem de monócitos se associou negativamente com dispnéia (r=-0,35; p=0,02) , além da associação entre a diminuição da hemoglobina circulante com a diminuição da taxa de sobrevida (r=0,30;p=0,04). Na análise de regressão o ICC-I entre sexo, idade, número de comorbidades e contagem monócitos. vi) conclusão: Os fatores determinantes de mortalidade no grupo estudo foram sexo, a idade, número de comorbidades e a contagem de monócitos.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
PALAGI, G.; PRESTES, D.; AGUIRRE MEDEIROS, B.; SCHMIDT PASQUALOTO, A.; MARTINS DE ALBUQUERQUE, I. COMORBIDADES E SEUS EFEITOS NA MORTALIDADE EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.