PREVALÊNCIA E VARIÁVEIS ASSOCIADAS À INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA GESTAÇÃO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

  • Amanda Pacheco
  • Pietra de Vargas Minuzzi
  • Danielli Garcia de Carvalho
  • Caroline Tibola
  • Fernanda Vargas Ferreira
Rótulo Fisioterapia, Gestação, Incontinência, Urinária

Resumo

Introdução: A incontinência urinária (IU), como uma das disfunções do assoalho pélvico, apresenta alto impacto sobre as atividades laborais e de lazer na gestação, sendo possivelmente associada à menor tonicidade muscular produzida pela ação da relaxina, pela sobrecarga do peso corporal materno e pelo peso do útero gravídico sobre a bexiga. Assim, o objetivo foi identificar a prevalência de IU nos trimestres gestacionais e seus fatores associados. Metodologia: Para a construção do estudo, realizou-se uma revisão bibliográfica/pesquisa na base de dados PubMed para busca de artigos com os descritores associados ao operador booleano AND: Urinary Incontinence, Risk factors, Pregnancy; publicados entre 2014 e 2019; em mulheres de 19 a 40 anos e na modalidade classical article. Na Scielo, empregaram-se os descritores Incontinência Urinária, Fatores de Risco, Gestação junto ao operador booleano E; publicados entre 2014 e 2019, em mulheres de 19 a 40 anos e como artigo. Excluíram-se publicações como revisões ou diretrizes; sem disponibilidade online gratuita; dissertações, teses, trabalhos de conclusão; livros/capítulos e mulheres gestantes com doenças (e.g., neurológicas). Para extração de dados, empregou-se uma ficha constituída de título, país, ano, amostra, avaliações, desfechos, análise estatística e resultados. Resultados: Analisaram-se oito artigos, seis publicados em países em desenvolvimento, tendo-se 3810 gestantes de todos os trimestres com prevalência variável de IU no terceiro trimestre gestacional de 37,8% a 75%. As variáveis associadas ao escape urinário foram idade materna, Índice de Massa Corporal (IMC) com sobrepeso/obesidade, idade gestacional, multiparidade, tabagismo, constipação intestinal e parto vaginal. Conclusão: Embora a IU possa ocorrer no primeiro trimestre gestacional, tais dados indicam que há uma alta prevalência com o avanço da gestação, possivelmente, por uma associação de fatores maternos (e.g., hormônios), fetais (e.g., compressões mecânicas) e exógenos (e.g., prática irregular de atividade física). Contudo, tal panorama pode ser prevenido através de medidas como controle do peso corporal materno; treinamento da musculatura do assoalho pélvico que auxilia na continência urinária; melhoria do trânsito intestinal, já que, o esforço evacuatório na constipação pode gerar maior sobrecarga sobre o assoalho pélvico e cessação do hábito tabágico, que, por sua vez, pode comprometer os componentes uretrais e/ou vesicais. Ademais, reitera-se que gestantes com IU apresentam maior risco de desenvolver e/ou manter a perda involuntária de urina após o parto.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
PACHECO, A.; DE VARGAS MINUZZI, P.; GARCIA DE CARVALHO, D.; TIBOLA, C.; VARGAS FERREIRA, F. PREVALÊNCIA E VARIÁVEIS ASSOCIADAS À INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA GESTAÇÃO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.