CONDIÇÕES VISUAIS AUTORRELATADAS E QUEDAS EM IDOSOS ATENDIDOS EM HOSPITAL PÚBLICO

  • Andréia de Carvalho
  • Tayline da Silva Messina
  • Emily Leticia da Silveira Zanferari
  • Jeferson Luiz Martini Medeiros
  • Fernanda Vargas Ferreira
  • Graziela Morgana da Silva Tavares
Rótulo Acidentes, Quedas, Envelhecimento, Estudos, Transversais

Resumo

Introdução: Quedas são consideradas eventos não intencionais, geradas por condições intrínsecas e extrínsecas que resultam em impactos físicos e psicossociais na vida do idoso, as quais podem repercutir sobre as atividades laborais e de lazer. Epidemiologicamente, de 28% a 35% de pessoas acima de 65 anos sofrem uma queda por ano, incrementando-se para 32% a 42% em idosos acima dos 70 anos, o que resulta em um dos principais problemas de Saúde Pública pela alta incidência, gastos hospitalares e risco de mortalidade. Assim, o objetivo foi identificar a relação entre quedas e disfunção na acuidade visual. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e exploratório que envolveu idosos (com idade > 60 anos) atendidos no ambulatório e/ou internados por quedas em um hospital público do interior do Rio Grande do Sul (RS) no período de março a outubro de 2018. Os participantes responderam uma entrevista semi-estruturada composta de dados sobre o histórico de quedas no último ano, as lesões sofridas na última queda, a presença de alteração visual auto-relatadas e o uso de órtese visual (óculos). Os dados foram tabulados e analisadosno programa SPSS versão 20.0, categorizando-se os indivíduos em com ou sem alteração na acuidade visual. Aplicaram-se o teste t de Student para amostras independentes e teste de Qui-Quadrado. A pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa (nº. 2.424.244). Resultados: Foram avaliados 87 idosos, com idade de 60 a 94 anos (média de 73,8+8,52 anos), destes 52 (59,8%) eram do sexo feminino e 35 (40,2%) do sexo masculino. Em relação ao auto-relato de disfunção na acuidade visual,67 indivíduos apontaram essa deficiência, sendo que,destes 37 eram do sexo feminino e 19 do sexo masculino (p=0,117). Em relação ao uso de órtese visual, 57 sujeitos relataram seu uso.Ao serem questionados sobre a ocorrência de lesões durante a última queda, 32 indivíduos tiveram fraturas, sendo que, 24 participantes afirmaram usar órtese visual, entretanto, apenas 9 sujeitos não relataram seu uso devido à inexistência de alteração na acuidade visual. Não houve diferença estatisticamente significante quanto ao número de quedas anteriores à avaliação entre os grupos com (2,32+2,19) ou sem disfunção na acuidade visual (2,71+3,03) (p= 0,494). Conclusão: A maioria dos idosos que tiveram quedas auto-relataram disfunção na acuidade visual, o que sugere medidas preventivas multidimensionais que envolvam investigação do componente visual e posterior correção dos possíveis comprometimentos visuais, além do seu monitoramento. Ademais, destaca-se a prevalência de fraturas pós-quedas dado o caráter incapacitante associado à lesão, que podem ser prevenidas por meio de medidas como iluminação do ambiente e prática regular de exercício físico com treino de equilíbrio.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
DE CARVALHO, A.; DA SILVA MESSINA, T.; LETICIA DA SILVEIRA ZANFERARI, E.; LUIZ MARTINI MEDEIROS, J.; VARGAS FERREIRA, F.; MORGANA DA SILVA TAVARES, G. CONDIÇÕES VISUAIS AUTORRELATADAS E QUEDAS EM IDOSOS ATENDIDOS EM HOSPITAL PÚBLICO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.