COMPARAÇÃO DE TREINAMENTO CINESIOTERAPÊUTICO ISOLADO COM ASSOCIAÇÃO DE CORRENTE AUSSIE NA DOR LOMBAR CRÔNICA

  • Allex Silveira
  • Leticia Torres Santos
  • Eloa Ferreira Yamada
  • Morgana Duarte da Silva
Rótulo Fisioterapia, Analgesia, Corrente, Aussie, Eletroterapia, Dor, lombar, Específica

Resumo

A dor musculoesquelética crônica é considerada um problema de saúde pública e está diretamente ligada a afastamentos laborais e aposentadorias por invalidez, influenciando na qualidade de vida e funcionalidade. Dentre estas dores, a dor lombar é a mais comum, tendo uma prevalência de 84%. O tratamento padrão é o farmacológico e a fisioterapia. Dentro da fisioterapia são utilizados diferentes recursos, entre eles a cinesioterapia, com a finalidade de fortalecer a musculatura central do corpo e manter a estabilidade e mobilidade da coluna. Outro recurso bastante utilizado é a eletroterapia, através de correntes elétricas, como a Corrente Aussie, frequentemente utilizada associada a outros recursos. Considerando a alta prevalência das lombalgias e que a fisioterapia é uma das principais estratégias de tratamento, este estudo tem como objetivo comparar o treinamento cinesioterapêutico (TC) isolado com o TC associado com a corrente Aussie em termos de funcionalidade e qualidade de vida em indivíduos com dor lombar crônica. Esta pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética e pesquisa da UNIPAMPA sob o número 2.117.371. Os critérios de inclusão foram: indivíduos com queixa de lombalgia crônica inespecífica por pelo menos 12 semanas consecutivas. Os participantes foram submetidos a avaliação no primeiro dia de coleta e após 10 sessões de tratamento, durante 5 semanas, sendo 2 atendimentos por semana. Foi realizado um questionário de qualidade de vida, SF-36 (Short-Form Health Survey), que investiga a capacidade funcional, saúde mental, dor, estado geral, vitalidade, aspectos sociais, emocionais e físicos. Além disso, foi realizada avaliação da incapacidade funcional através do Índice Oswestry. Os indivíduos foram aleatoriamente divididos em 2 grupos: o grupo 1 (GI) realizou exercícios cinesioterapêuticos e; o grupo 2 (GII) exercícios cinesioterapêuticos + corrente Aussie, com frequência portadora de 4000khz, frequência de pulso de 20 Hz e duração de burst de 4ms com 30 minutos de duração. No total foram incluídos 28 indivíduos. No questionário SF-36, não houve diferença significativa entre o antes e depois no Grupo I, em nenhum dos domínios do questionário. No Grupo II, verificou-se diferença estatística, com melhora nos domínios de Capacidade Funcional, Aspecto Físico e Dor. No Oswestry observou-se que 14% dos indivíduos no GI apresentaram incapacidade moderada no primeiro momento. Após a intervenção, houve redução do índice de incapacidade moderada para 7%. No grupo GII verificou-se que 21% dos indivíduos apresentaram índice de incapacidade moderada pré-intervenção, e após intervenção nenhum indivíduo apresentou incapacidade moderada. Com base nos resultados obtidos, acredita-se que o uso associado de técnicas fisioterapêuticas, exercícios e eletroterapia, promove efeitos positivos superiores aos exercícios isoladamente na funcionalidade e na qualidade de vida de sujeitos com lombalgia.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
SILVEIRA, A.; TORRES SANTOS, L.; FERREIRA YAMADA, E.; DUARTE DA SILVA, M. COMPARAÇÃO DE TREINAMENTO CINESIOTERAPÊUTICO ISOLADO COM ASSOCIAÇÃO DE CORRENTE AUSSIE NA DOR LOMBAR CRÔNICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.