USO DE MOLÉCULAS OXIMAS COM CARACTERÍSTICAS COMPLEMENTARES COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA DIANTE DA INTOXICAÇÃO DE ORGANOFOSFORADOS

  • EDINA ABREU
  • Edina da Luz Abreu
  • Simone Pinton
  • Giulia Wiggers Pecanha
Rótulo Pesticidas, Reativador, AChE, Doenças, sistêmicas

Resumo

Introdução: O tratamento padrão da intoxicação por compostos organofosforados (OFs), inclui o uso de atropina e oximas. As oximas são capazes de reativar a atividade da acetilcolinesterase (AChE), sendo a inibição desta o mecanismo primário da toxicidade dos OFs. Isso desencadeia uma série de sintomas neurológicos, podendo ainda apresentar outros efeitos, tais como: hepatoxicidade, nefrotoxicidade, citoxicidade, desequilíbrio microbiano e distúrbios cardiovasculares. Ainda relatos na literatura sugerem envolvimento de estresse oxidativo, processos inflamatórios e desiquilíbrio na homeostase da glicose, como consequências da intoxicação por OFs. Por isso, torna-se importante o estudo de moléculas oximas que possuam na sua composição características terapêuticas como capacidade antioxidante, anti-inflamatório e hepatoprotetora. Objetivos: investigar moléculas oximas e suas diferentes características terapêuticas. Material e métodos: Estudo de revisão bibliográfica nas bases de dados Pubmed, Science Direct e Google Scholar para investigar a aplicação dessas moléculas em estudos com animais. Para tal, foram utilizadas as palavras chave: oxime and organophosphate and glycemia. Resultados e discussão: Foram encontrados seis estudos relativos ao cruzamento de palavras. A (3Z)-5-cloro-3-(hidroxiimino)-indolin-2-ona, molécula oxima com isatina na sua composição, apresentou efeitos, tais como: antioxidante e hepatoprotetor, devido a prevenção do estresse oxidativo e aumento da atividade das enzimas alanina e aspartato aminotransferase, além de proteger a alteração hepática de colinesterase em ratos Wistar expostos ao malation. Ainda, outro trabalho, também utilizando ratos expostos a esse pesticida levou a efeitos benéficos de moléculas oximas diante da alteração da concentração de glicogênio cerebral e glicose plasmática. Estudo realizado com humanos demostrou que a glicemia plasmática e alteração dos níveis de colinesterase são preditores da síndrome intermediária induzida por organofosforado. Ademais, verificou que oxima com açúcar foi capaz de ultrapassar a barreira hematoencefálica, assim facilitaria a entrada de glicose no cérebro, além de serem reativadores eficazes de colinesterases. Um estudo com bovinos demonstrou que as moléculas metocloreto de 2-piridina aldoxima e diacetilmonoxima foram efetivas na reversão da hiperglicemia, hiperproteinemia e hipercreatinina induzidas por fenitrotion. Por fim, o uso de cloreto de pralidoxima foi capaz de prevenir alterações enzimáticas no sangue e soro de bovinos expostos ao coumafós. Conclusão: Portanto, oximas são moléculas que possuem aplicação como agentes farmacológicos capazes de reverter e/ou prevenir diversas alterações sistêmicas.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
ABREU, E.; DA LUZ ABREU, E.; PINTON, S.; WIGGERS PECANHA, G. USO DE MOLÉCULAS OXIMAS COM CARACTERÍSTICAS COMPLEMENTARES COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA DIANTE DA INTOXICAÇÃO DE ORGANOFOSFORADOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.