VIABILIDADE DE ESPOROS DE NOSEMA SPP EM LABORATÓRIO

  • Ariadine Brito
  • Rickson Pereira Santana
  • Andres Delgado Canedo
Rótulo Palavras-chave, Nosema, 1, Esporos, 2, Viabilidade, 3, DCC, 4

Resumo

Vários animais desenvolvem a função de polinizadores, como vespas, borboletas, abelhas, entre outros. Estima-se que cerca de 80% das polinizações são realizadas por abelhas de diversas espécies, destacando a Apis mellifera, chamada também de abelha-melífera pertencente à família Apidae da ordem Hymenoptera. O distúrbio do colapso de colônias conhecido mundialmente como Colony Collapse Disorder(CCD) que se refere ao desaparecimento da população de abelhas que ocorre em diversos países. Esse problema ambiental vem prejudicando diversos apicultores com a baixa produtividade. Uma das patologias associadas ao CCD é causada por microsporídios do gênero Nosema spp. especificadamente Nosema apis e Nosema ceranae. A infeção das abelhas com os esporos de Nosema ocorre através da boca da abelha adulta. Os esporos alojam-se dentro das células epiteliais do intestino parasitando-o metabolicamente onde se reproduzem. Três dias após a infecção, podem-se observar tantos esporos maduros como esporos vazios dentro das células infectadas. Com a progressão do desenvolvimento, os esporos são liberados no intestino, permanecendo por cerca de um ano nos quadros de cera e cerca de quatro meses no mel. Em busca de uma solução para esse patogenia o Laboratório APIPAMPA vem desenvolvendo o projeto de viabilidade de esporos. Para a realização do experimento foram capturadas abelhas campeiras, usando mel diluído em água, na Unipampa campus São Gabriel. Em seguida, foram retirados os aparelhos digestórios separando os ventrículos. Os mesmos foram colocados em tubos de 2 ml, com o acréscimo de 0,5 ml de água destilada, posteriormente foram macerados e o macerado foi analisado em microscópio óptico. Após a comprovação da presença de esporos de Nosema spp. as amostras foram filtradas (filtro desenvolvido em laboratório usando uma malha de 100 mesh) para remover os demais dejetos. O filtrado foi centrifugado a 500 xG durante cinco minutos. O sobrenadante foi removido e o precipitado foi ressuspendido em 2 ml de água destilada. 0,02 ml desse conteúdo, foi usado para quantificação em câmara de Neubauer. A partir destes esporos 3 técnicas foram testadas, a primeira consiste na germinação dos esporos na qual não tivemos sucesso, para avaliar a viabilidade dos mesmo foi usada a marcação com o corante diclorofluoresceína diacetato e iodeto de propídeo, foi possível observar a fluorescência verde na maioria dos esporos demonstrando que estavam viável. Atualmente, estamos testando a infestação de abelhas recém nascidas, com os esporos em solução de 0,1 M de sacarose como alimento para as abelhas recém nascidas. A partir do estabelecimento destes protocolos, testamos a progressão da infecção por citometria de fluxo para posteriormente testar composto naturais que possam ser usados para o tratamento das abelhas uma vez que os compostos sintéticos atualmente usadas no mundo tem seu uso proibido na apicultura brasileira.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
BRITO, A.; PEREIRA SANTANA, R.; DELGADO CANEDO, A. VIABILIDADE DE ESPOROS DE NOSEMA SPP EM LABORATÓRIO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.