CRISCIA STRICTA (SPRENG.) L. KATINAS, ESPÉCIE ENDÊMICA NO BIOMA PAMPA

  • Filipe Idalgo
  • Lucas Valério Gonsalves
  • Anabela Silveira de Oliveira Deble
Rótulo conservação, Asteraceae, campos

Resumo

Introdução: A Asteraceae Dumort. é conhecida por ser uma das famílias botânicas mais evoluídas dentre as Angiospermas. Representada por espécies em sua maioria herbáceas, arbustos, subarbustos e raramente árvores, bastante diversificadas, tanto em forma de vida e hábitat, como também nas formas de polinização e disseminação de suas sementes. Com isso, é evidente a incidência dessas ervas dentro do Bioma Pampa, localizado na região Sul do Rio Grande do Sul. Esses campos nativos propiciam diversos benefícios ecossistêmicos, como a manutenção de polinizadores e de predadores de pragas de culturas agrícolas. Outros benefícios podem ser observados, como por exemplo a estocagem de carbono no solo que auxilia na amenização das mudanças climáticas, também a regulação hídrica e o fornecimento de água limpa. Estes são apenas alguns dos pontos pelos quais se mostra importante a valorização e conservação deste bioma. Nativa do Bioma Pampa e pertencente à família de Asteraceae, encontra-se a espécie Criscia stricta, objeto principal deste estudo. A escassez de literatura sobre o assunto torna problemático o conhecimento sobre a Biologia da Planta. Portanto, objetiva-se Investigar o ciclo de vida, fenologia e hábitat de Criscia stricta com base na literatura disponível. Para a realização desta pesquisa baseou-se em um estudo de cunho qualitativo, caracterizando-se por pesquisa explicativa utilizando-se do procedimento técnico de revisão de literatura através de livros, revistas e artigos específicos sobre o tema. Desta forma, conclui-se que os dados disponíveis desta espécie são de que se caracteriza por ser uma erva perene, podendo atingir entre 25 e 50 cm de altura, apresentando capítulos na cor laranja de filotaxia alterna. A Criscia stricta, por ser da família Asteraceae, possui potencial melífero, medicinal e ornamental. Há maior incidência em campos com afloramentos rochosos e tem como período de florescência e frutificação os meses de novembro, dezembro e janeiro. A espécie tem nome comum de gérbera-do-campo pelas inflorescências alaranjadas. A distribuição geográfica é restrita aos Campos, no Sul do Rio Grande do Sul, Uruguai e Nordeste da Argentina, e por suas características peculiares é a única espécie subordinada ao gênero Criscia, o qual foi descrito na década de 90 pela botânica argentina Liliana Katinas e nomeado em honra ao botânico contemporâneo Jorge Víctor Crisci.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
IDALGO, F.; VALÉRIO GONSALVES, L.; SILVEIRA DE OLIVEIRA DEBLE, A. CRISCIA STRICTA (SPRENG.) L. KATINAS, ESPÉCIE ENDÊMICA NO BIOMA PAMPA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.