DESENVOLVIMENTO DA SOJA IRRIGADA E NÃO IRRIGADA, SUBMETIDA A DIFERENTES MANEJOS DE FUNGICIDAS

  • Joao de Souza
  • Mariane Almeida Campos Alves
  • Guilherme Aarão de Souza Carpes
  • Eduardo Fernandes Alfonso
  • Cleber Maus Alberto
Rótulo Glycine, max, fenologia, fase, reprodutiva, vegetativa

Resumo

O ciclo de desenvolvimento da soja (Glycine max (L.) Merrill) compreende processos organogênicos e morfogênicos, podendo ser influenciados por fatores genéticos, climáticos e de manejo a interação desses fatores definem o potencial produtivo da cultura. O objetivo desse trabalho foi avaliar a duração do ciclo de desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da soja, cultivada sob sistema irrigado e não irrigado, submetida a diferentes manejos de aplicação dos fungicidas em terras baixas. O experimento foi conduzido na área experimental da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA, Campus Itaqui, safra 2017/2018. O delineamento utilizado foi em blocos casualizados bifatorial, com quatro blocos e quatro repetições de cada tratamento por bloco. A parcela principal foram diferentes condições hídricas (fator A), sendo os tratamentos irrigado (IRR) e não irrigado (NIR). O fator B foi composto por três diferentes manejos de aplicação dos fungicidas, sendo testemunha (T1), monitoramento (T2), calendarizado (T3) totalizando 24 unidades experimentais; a cultivar utilizada foi a Brasmax Ícone, de crescimento indeterminado. Os dados meteorológicos foram coletados pela estação meteorológica automática, localizada a cem metros do local de cultivo, os dados de temperatura do ar foram utilizados para determinar a soma térmica diária (STd, °C dia), que foi calculada com base na temperatura média diária (T°med °C), menos a temperatura base da cultura (T°base = 10°C), multiplicado pelo número de dias, STd=(T°med-T°base)(*1dia). A soma térmica acumulada (STa °C) foi calculada acumulando-se a soma térmica diária, STa= Σ STd. As variáveis analisadas foram duração da emergência ao início do florescimento (EM-R1), início do florescimento à maturação plena (R1-R8) e ciclo de desenvolvimento total (EM-R8). As variáveis foram submetidas a análise de variância pelo teste de Scott-Knott com 5% de nível de significância. A duração da fase EM-R1 (809,25°C dia) não diferenciou-se entre os tratamentos usados neste estudo. A duração de R1-R8 não diferiu entre os manejos de aplicação de fungicidas, porém entre os manejos de irrigação o tratamento T2 IRR (1126,70 ºC dia) foi superior ao T2 NIR (1068,92 ºC dia), prolongando o seu período reprodutivo. A duração da EM-R8 também não diferiu para os manejos de aplicação de fungicida. No entanto, houve diferença entre os manejos de irrigação, onde T1 e T2 IRR (1926,97 °C dia) foram superiores a T1 e T2 NIR (1877,11 °C dia). Os diferentes manejos de aplicação dos fungicidas (T1, T2 e T3), não influenciaram a duração do ciclo de desenvolvimento da cultura. Contudo, o manejo de irrigação prolongou o ciclo de desenvolvimento da soja (EM-R8), devido à maior duração da fase reprodutiva (R1-R8).

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2020-08-28
Como Citar
DE SOUZA, J.; ALMEIDA CAMPOS ALVES, M.; AARÃO DE SOUZA CARPES, G.; FERNANDES ALFONSO, E.; MAUS ALBERTO, C. DESENVOLVIMENTO DA SOJA IRRIGADA E NÃO IRRIGADA, SUBMETIDA A DIFERENTES MANEJOS DE FUNGICIDAS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.