PROPAGAÇÃO VEGETATIVA DE GRAMÍNEAS FORRAGEIRAS ESTIVAIS PERENES

  • Kelly Camargo
  • Eder Dambros
  • Biane de Castro
Rótulo hemártria, tifton, jiggs

Resumo

Tem se mostrado como uma interessante alternativa à produção leiteira adotar o cultivo de espécies forrageiras estivais perenes, principalmente de gramíneas que possibilitem elevada produção de matéria seca, facilidade de manejo e redução de custos com a nutrição animal. O objetivo deste trabalho foi verificar a sobrevivência de miniestacas herbáceas de gramíneas forrageiras estivais perenes propagadas a campo em sistema de irrigação por flutuação durante o período do outono em Santana do Livramento. O experimento foi implantado em 22 de abril de 2019 na propriedade rural da família Dambros (latitude 30°4758 Sul, longitude 55°1106 Oeste), no município de Santana do Livramento - RS, em uma atividade de campo promovida pela UERGS e EMATER/RS-ASCAR para a divulgação da técnica de propagação vegetativa de forrageiras. Os materiais forrageiros testados foram hemártria (Hemarthria altissima), jiggs (Cynodon dactylon), missioneira gigante (Axonopus catharinensis) e tifton 85 (Cynodon dactylon). O plantio de 100 miniestacas herbáceas por genótipo, contendo uma gema cada, foi realizado em bandejas de plástico de 200 células contendo substrato composto por terra e cama de aviário (8:1). As bandejas foram alocadas em sistema de irrigação por flutuação com rega intermitente. A avaliação das miniestacas sobreviventes ocorreu aos 22, 42 e 151 dias após a implantação do experimento. O delineamento experimental adotado foi parcelas subdivididas no tempo, tendo nas parcelas principais o efeito dos quatro genótipos e nas subparcelas as três épocas de avaliação. O maior índice de pega foi verificado para as mudas de hemártria desde a avaliação inicial, material que resistiu às condições de baixas temperaturas durante o período hibernal, com 66% de mudas sobreviventes ao final do experimento. Por outro lado, as forrageiras missioneira gigante e tifton 85 apresentaram os mais baixos índices de sobrevivência desde o início, que foi de 25% para cada espécie, decaindo drasticamente até o final para, respectivamente em relação a cada espécie, 11 e 6%. Esses resultados evidenciam que as condições climáticas a partir do outono já não favorecem a propagação vegetativa desses genótipos a campo. As mudas de jiggs tiveram índice de sobrevivência inicial de 50%, porém com a redução da temperatura, sobreviveram apenas 10% das mudas propagadas inicialmente. Dentre as gramíneas forrageiras estivais perenes propagadas vegetativamente a campo em sistema de irrigação por flutuação durante o período do outono em Santana do Livramento, a hemártria se mostrou o genótipo mais promissor em sobrevivência.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2020-08-28
Como Citar
CAMARGO, K.; DAMBROS, E.; DE CASTRO, B. PROPAGAÇÃO VEGETATIVA DE GRAMÍNEAS FORRAGEIRAS ESTIVAIS PERENES. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.