INFLUÊNCIA DA ADUBAÇÃO DE PASTAGEM NO DESENVOLVIMENTO DE UM PLANTIO DE PARAPIPTADENIA RIGIDA (ANGICO-VERMELHO)

  • Eduarda Rodrigues
  • Matheus Teixeira Martins
  • Maiquel Ivo Pfeifer
  • Hamilton Luiz Munari Vogel
  • Gabriel Paes Marangon
Rótulo Crescimento, 1, Fertilização, 2, Consórcio, 3, Mensuração, 4, Espécie, Nativa, 5

Resumo

O Angico-vermelho é uma espécie recomendada para reflorestamentos mistos e para recuperação de áreas degradadas devido a sua capacidade de fixar nitrogênio, por ser uma espécie leguminosa, pioneira e ter uma boa deposição de folhagem. Perante as degradações das áreas de pastagens na região do município de São Gabriel, onde as atividades agropecuárias são intensivas, se torna essencial estudar esses ecossistemas visando adaptar os sistemas agroflorestais para as condições locais e conhecer as interações ecológicas entre essas espécies. O estudo teve como objetivo principal comparar as condições de crescimento de um plantio monoespecífico de angico-vermelho em tratamentos com e sem adubação, consorciado com pastagem nativa. A área utilizada para a realização desse experimento está localizada no Centro de Pesquisa Anacreonte Ávila de Araújo FEPAGRO Forrageiras, no município de São Gabriel. Foi realizada a adubação de plantio conforme recomendação da análise de solo para Mimosa scabrella Bentham (Bracatinga), de acordo com o Manual de Calagem e Adubação para os Estados do RS e SC a partir dos resultados da análise de solo feita antes da implantação das mudas. Os tratamentos utilizados foram com e sem adubação: T1 (com adubação feita anualmente em novembro, nas quantidades de 50 g de N, 40 g de P2O5, e 70 g de K2O, através de aplicação a lanço) e T2 (sem adubação). O plantio das mudas de angico foi realizado em outubro de 2012. Em maio de 2018, realizou-se um inventário da área, mediu-se altura e diâmetro a altura do peito (DAP) de 196 árvores, sendo 121 pertencentes ao tratamento T1 e 75 árvores pertencentes ao tratamento T2. As alturas foram medidas utilizando clinômetro Haglöf e o DAP medido com fita diamétrica. Em maio 2019 realizou-se um novo inventário no local seguindo os métodos e equipamentos do ano anterior, computando um total de 92 árvores medidas, sendo 60 pertencentes ao tratamento T1, 32 árvores pertencentes ao tratamento T2 e 60 árvores totalizaram falhas e pequeno porte. A análise estatística foi realizada pelo software R através do teste de Tukey para comparar as diferença significativa estatística entre as médias de altura e DAP dos dois tratamentos nos dois anos avaliados. Em 2018, o tratamento T1 obteve uma média do DAP de 4,09 cm e altura de 4,7 m, e no tratamento T2 obteve uma média do DAP de 3,09 cm e altura de 3,0 m. Já em 2019, o tratamento T1 alcançou a uma média de 5,80 cm do DAP e 4,9 m de altura, e o T2 com 3,82 cm do DAP e 3,6 m de altura. Em 2018, no tratamento T1 houve um crescimento de 24,5% em comparação ao T2 no DAP, e na altura 32,2%. No ano de 2019, no tratamento T1 houve um crescimento de 34,1% em comparação ao T2 no DAP, e na altura 26,5%. Portanto, houve diferença significativa entre os tratamentos mensurados. Nos dois anos avaliados ocorreram ganhos no crescimento do angico-vermelho no tratamento T1, pode-se então afirmar que a adubação da pastagem nativa, influencia positivamente no crescimento das árvores.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
RODRIGUES, E.; TEIXEIRA MARTINS, M.; IVO PFEIFER, M.; LUIZ MUNARI VOGEL, H.; PAES MARANGON, G. INFLUÊNCIA DA ADUBAÇÃO DE PASTAGEM NO DESENVOLVIMENTO DE UM PLANTIO DE PARAPIPTADENIA RIGIDA (ANGICO-VERMELHO). Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.