ATIVIDADE OVICIDA DE EXTRATOS VEGETAIS SOBRE NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS DE OVINOS

  • Brenda da Silva
  • Geovana Chaves Dorneles
  • Luiane Pacheco da Silva
  • Gustavo Freitas Lopes
  • Anelise Afonso Martins
  • Lourdes Caruccio Hirschmann
Rótulo Animais, produção, Parasitose, Resistência

Resumo

A criação ovina é baseada em raças de carne, leite, laneiras e mista, com uma cadeia produtiva promissora, no entanto, um entrave na produção são as parasitoses gastrointestinais que acarretam perdas muitas vezes inviabilizando economicamente a criação. Para o controle das parasitoses são utilizados na maioria das vezes, anti-helmínticos sintéticos, porém seu uso inadequado possibilitou uma grande resistência parasitaria a maioria dos químicos disponíveis no mercado, tornando necessária a busca por novas medidas de controle. Uma das alternativas para controlar as parasitoses nos animais de maneira sustentável é o uso de plantas medicinais que além de diminuir riscos de resíduos nos alimentos, diminui contaminação ambiental. Com isso, objetivou-se avaliar a atividade in vitro de fitoterápicos sobre a eclosão de ovos de parasitas gastrintestinais de ovinos. Foram recebidas 5 g de fezes diretamente da ampola retal de ovinos naturalmente infectados com nematódeos. Os ovos foram recuperados de acordo com a técnica de Hubert e Kerboeuf (1992) e o teste de eclosão de ovos (TEO) foi baseado na metodologia de Coles et al. (1992), onde foram colocados 500 µL de solução de ovos e incubados com 500 µL da solução a ser testado: T1: controle negativo (água destilada); T2: controle positivo (0,02 mg/mL tiabendazol), T3: óleo essencial de Eucalyptus globulus (21,75mg/mL), T4: óleo essencial de Rosmarinus officinalis (alecrim) 227mg/mL, T5: óleo essencial de Melaleuca alternifolia, 45mg/mL e T6: óleo mineral. Todos os grupos foram testados em oito repetições e após 48 horas, foi acrescentado Lugol para interromper a liberação das larvas e realizar a contagem de ovos e larvas. Os testes in vitro basearam-se na ação das substâncias utilizadas pelo contato direto com os ovos, avaliando o efeito sobre a eclosão e desenvolvimento. O modelo utilizado apresentou efeito ovicida dos tratamentos T2, T3 e T4 sobre infecções mistas de estrongilídeos. O controle negativo (T1) demonstrou baixa eficiência 2,87%, uma vez que, houve a eclosão de quase todos os ovos, liberando as larvas para o meio externo, já o controle positivo (T2) apresentou 99,7% de eficácia, considerado um químico ideal para esse tipo de teste, pois ocasionou a morte dos ovos. Quanto aos fitoterápicos, observou-se a maior eficiência ovicida do Óleo de Eucalyptus globulus com 99,01%, seguido do óleo de Rosmarinus officinalis com 98%, aproximando-se dos resultados obtidos no grupo T2. O óleo de Melaleuca alternifólia e o óleo mineral apresentaram respectivamente 53,9% e 15% de inativação dos ovos, demonstrando baixa eficiência ovicida. Foi possível verificar que extratos vegetais são promissores contra infecção mista por estrongilídeos, pois in vitro o óleo essencial do Eucalyptus globulus e o óleo essencial de Rosmarinus officinalis apresentaram eficácia compatível com o tiabendazol, no entanto, é necessária a continuidade do estudo para verificar concentração inibitória mínima e a atividade in vivo.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2020-08-28
Como Citar
DA SILVA, B.; CHAVES DORNELES, G.; PACHECO DA SILVA, L.; FREITAS LOPES, G.; AFONSO MARTINS, A.; CARUCCIO HIRSCHMANN, L. ATIVIDADE OVICIDA DE EXTRATOS VEGETAIS SOBRE NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS DE OVINOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.