EXPRESSÃO DE CIO DE OVELHAS SINCRONIZADAS COM PROSTAGLANDINA NO PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO

  • Andressa Souto
  • Rafael Machado Montezano
  • Natana Mendes Marques
  • Victor Ávila do Nascimento
  • Gabriela Caillava da Porciuncula
  • Gladis Ferreira Correa
Rótulo Intervalo, entre, partos, Lactação, Reprodução, Ovinocultura

Resumo

O rebanho ovino vem crescendo e se desenvolvendo nos últimos anos, tornando-se uma ótima alternativa de investimento no agronegócio. Com isso, se torna indispensável produzir cada vez mais cordeiros pesados, diminuir o intervalo e o anestro pós parto das fêmeas ovinas. Assim, a manipulação do ciclo estral por meio de hormônios se mostra uma alternativa eficiente. O objetivo deste trabalho foi avaliar as taxas de expressão e retorno do estro de ovelhas Crioulas, com e sem cordeiro ao pé, submetidas à aplicação de prostaglandina. O experimento foi realizado na Escola Agrícola da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA / Campus de Dom Pedrito, RS, no período de 01 a 24 de fevereiro de 2019. Cinquenta e oito ovelhas adultas foram divididas em dois tratamentos: ovelhas solteiras e ovelhas lactantes submetidas à sincronização do estro através da aplicação de duas doses de 0,5 ml do hormônio prostaglandina, com intervalo de dez dias. Os machos permaneciam das 8:00h às 19:00h junto às fêmeas. Os animais permaneceram em campo nativo, com sombra e água ad libitum durante as avaliações e recebiam 1,5% do peso vivo de ração farelada com 14% de PB ao final do dia. Os dados analisados consistiram da idade das fêmeas e dos cordeiros, retorno ao cio e índice de gestação avaliadas durante a reprodução e uma análise descritiva foi realizada para avaliar a dispersão dos dados. Na seleção dos atributos a serem incluídos na análise multivariada, os atributos com 90% ou mais de observações em uma única classe não foram incluídos no modelo. Das 70 avaliações (n=70) feitas durante os vinte e quatro dias de experimento à frequência de retorno do cio foi de 29% (n=9) para o grupo das solteiras e de 22% (n=4) para o com cria ao pé (P=0.6116). Já valores relacionados à gestação, 76% (n=23) e 80% (n=8) apresentaram gestação no grupo das solteiras e com cria ao pé, respectivamente (P=0.8332). Quanto às frequências de avaliação, foram observadas 61,4% (n=43) ocorrências de cobertura no grupo solteira, contra 38,5% (n=27), no grupo com cria ao pé (P=0.8231). Houve três fatores principais significativos: retorno ao estro e idade do cordeiro, ocorrência de gestação e escore de condição corporal (27,88%, 25,84%, 18,45%, respectivamente). Na Regressão logística, observou-se uma correlação negativa entre as variáveis retorno ao cio e gestação (P= -0.3629), demonstrando que as ovelhas do grupo solteiras manifestaram mais retorno ao cio e apresentaram menor índice gestação, em relação as com cria ao pé. Assim, concluiu-se ovelhas solteiras apresentaram maiores taxas de retorno ao cio quando comparadas às fêmeas com cria ao pé. Houve influência da idade do cordeiro na expressão do cio de ovelhas Crioulas. Entretanto, ovelhas com cria ao pé apresentaram cios mais dispersos e ovelhas com crias jovens apresentaram mais taxas de retorno ao cio.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2020-08-28
Como Citar
SOUTO, A.; MACHADO MONTEZANO, R.; MENDES MARQUES, N.; ÁVILA DO NASCIMENTO, V.; CAILLAVA DA PORCIUNCULA, G.; FERREIRA CORREA, G. EXPRESSÃO DE CIO DE OVELHAS SINCRONIZADAS COM PROSTAGLANDINA NO PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.