EXAME SOROLÓGICO E SINAIS CLÍNICOS DE CÃES SUSPEITOS DE LEPTOSPIRA SPP. ATENDIDOS NO HVU-UFSM

  • Franciéli Pozzobon
  • Francieli Mallmann Pozzobon
  • Rainer da Silva Reinstein
  • Camila Lie Yamauchi
  • Mariane Pacheco Bastiani
  • Isadora Fabris Laber
  • Ana Eucares Von Laer
Rótulo Leptospirose, Sorologia, Soroprevalência, Sinais, clínicos, Cães

Resumo

A leptospirose é uma zoonose cosmopolita, causada por bactérias do gênero Leptospira spp. e que pode acometer diversos animais com diversas sintomatologias. A transmissão ocorre, principalmente, pela urina dos roedores, em ambientes rurais e urbanos e a infecção, frequentemente, ocorre pelo contato de tecidos, água, solo e fômites contaminados, com a pele e mucosas lesionadas ou intactas. Portanto, os cães com acesso à rua, que possuem hábito de caçar roedores e aqueles com proximidade às áreas alagadas são os mais propensos a serem infectados pela bactéria. Na região central do Rio Grande do Sul, a doença apresenta alta ocorrência em cães, sendo considerada como a quarta doença infecciosa mais letal para a espécie. Um mesmo animal pode se contaminar por mais de um sorovar, sendo que os mais recorrentes em cães são os sorovares L. Canicola e L. Icterohaemorrhagiae. Os sinais clínicos da leptospirose dependem da idade e status imunológico do hospedeiro, bem como dos fatores de virulência do sorovar infectante. A leptospirose em caninos pode causar icterícia, anorexia, vômitos, alterações renais, diarréia, síndromes hemorrágicas, entre outros sintomas, podendo ser fatal. O objetivo do presente estudo foi analisar a soroprevalência, através do exame sorológico pela técnica de soroaglutinação microscópica (SAM) para detectar aglutininas anti-Leptospira spp. e os sinais clínicos de cães com suspeita de leptospirose atendidos no Hospital Veterinário Universitário (HVU-UFSM). Foram utilizados os dados de 11 cães, com idade entre 3 meses e 7 anos, de diversas raças, que foram atendidos no HVU-UFSM durante o período de janeiro a junho de 2019 com suspeita de leptospirose. Os soros dos animais foram remetidos ao Laboratório de Leptospirose da UFSM (LabLepto-UFSM) para a realização do diagnóstico através da técnica de SAM frente a 10 sorovares de Leptospira spp.. Dos 11 animais do estudo, apenas 3 obtiveram resultado negativo na SAM. Ocorreram 4 óbitos, sendo que, em três destes, a leptospirose foi confirmada pela SAM e considerada como provável causa da morte. Dentre os sinais clínicos observados, os mais frequentes foram apatia, inapetência, diarreia e vômito. Os sorovares L. Icterohaemorrhagiae e L. Copenhageni foram os mais prevalentes, sendo também detectados anticorpos para os sorovares L. Butembo, L. Hardjo-prajitno, L. Wolffi e L. Canicola. Conclui-se que, os sinais clínicos dos cães analisados condizem com a infecção por Leptospira spp., sendo a sorologia fundamental no diagnóstico, uma vez que tais sinais clínicos são comuns para outras patologias.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
POZZOBON, F.; MALLMANN POZZOBON, F.; DA SILVA REINSTEIN, R.; LIE YAMAUCHI, C.; PACHECO BASTIANI, M.; FABRIS LABER, I.; EUCARES VON LAER, A. EXAME SOROLÓGICO E SINAIS CLÍNICOS DE CÃES SUSPEITOS DE LEPTOSPIRA SPP. ATENDIDOS NO HVU-UFSM. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.