Verificação de Adulterações em Méis Produzidos na Cidade de Itaqui-RS, na Safra 2018/2019

  • Samuel Abreu
  • Paulo Fernando Alves Maurer
  • Andressa Dias Fernandes
  • Amanda Dias Meinhardt
  • Angelita Machado Leitão
  • Bárbara Viero de Noronha
Rótulo Fraude, Controle, qualidade, Alimento, seguro

Resumo

Mel é um produto alimentício produzido pelas abelhas melíferas, formado por açúcares (frutose, glicose, maltose, sacarose), água, enzimas, proteínas, aminoácidos, ácidos orgânicos, minerais, vitaminas, substâncias aromáticas, pigmentos e grãos de pólen. Sua composição varia em função das condições climáticas, espécie de abelhas, tipos de florada, processamento e armazenamento. Devido às suas características o mel é um produto com valor comercial elevado e está sujeito a fraudes, tais como a adição de sacarose comercial (açúcar), glicose de milho, amido, caramelo, xarope de açúcar, água, entre outros produtos adicionados intencionalmente. Salienta-se que a legislação brasileira não permite adição de açúcares e/ou outras substâncias que interfiram na composição do mel. A instrução normativa nº 11, de 20 de outubro de 2000, que caracteriza o mel, exige entre outras análises físico-químicas a determinação de hidroximetilfurfural (HMF) o qual é nocivo a saúde humana e aconselha as análises de Lund, Lugol e Fiehe para verificação de adulterações. De acordo com o exposto o objetivo do trabalho foi avaliar amostras de méis produzidos na cidade de Itaqui-RS, a fim de verificar possíveis fraudes. Foram adquiridos, no comércio local, cinco amostras de méis, armazenados em embalagens (vidro e polímeros) de diversos tamanhos, da safra 2018/2019. Nos méis foram avaliados: HMF que identifica superaquecimento; reação de Lund que determina albuminóides, sendo que sua ausência indica fraude pela adição de outros carboidratos; reação de Lugol determina a presença de amido e dextrinas em méis, quando positiva indica fraude; reação de Fiehe determina sacarose e revela a presença de substâncias geradas no superaquecimento do mel, sendo usada para atestar a maturidade do mel e a adição de xarope de açúcar. Todas as análises foram realizadas, em triplicata, de acordo com as metodologias descritas no Instituto Adolfo Lutz e no laboratório de química II da UNIPAMPA-Campus Itaqui. De acordo com os resultados verificou-se que todas as amostras (100%) para a determinação de HMF e Reação de Lund se mantiveram dentro da faixa ideal indicadas pelo Instituto Adolfo Lutz, ou seja, menor que 60 mg/Kg para HMF e um precipitado entre 0,6 a 3,0 mL no fundo da proveta para Lund. Para as análises de Lugol e Fiehe, 100% dos méis apresentaram-se negativos para a presença de amido e dextrinas, bem como para a presença de compostos derivados do superaquecimento do mel e presença de sacarose comercial. Análises de verificação de fraudes realizadas anteriormente, por outros autores, indicaram a presença de fraudes, resultados diferentes dos encontrados neste estudo, o que indica que parte dos produtores de méis estão conscientes sobre as exigências da legislação. Desta forma podemos concluir que dos méis da cidade de Itaqui avaliados, todas as amostras deram resultados negativos para fraudes, sendo consideradas aptas nesses aspectos para a comercialização e consumo.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2020-08-28
Como Citar
ABREU, S.; FERNANDO ALVES MAURER, P.; DIAS FERNANDES, A.; DIAS MEINHARDT, A.; MACHADO LEITÃO, A.; VIERO DE NORONHA, B. Verificação de Adulterações em Méis Produzidos na Cidade de Itaqui-RS, na Safra 2018/2019. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.