ESTUDO DA ESTABILIDADE DE DISPERSÃO DE NANOESTRUTURAS DE CARBONO EM ÁGUA

Autores

  • Gabriele Züge
  • Carolina Ferreira De Matos Jauris

Palavras-chave:

Nanomateriais, carbono, Estável, Absorbância, Tempo

Resumo

Os nanomateriais de carbono têm sido extensivamente utilizados em diversas aplicações em potencial, dentre elas, como compósito, principalmente com polímeros. A inserção de quantidades variáveis dessas nanoestruturas de carbono em polímeros confere materiais com aumento da resistência mecânica e química, aumento de condutividade e melhora nas propriedades térmicas, evidenciando o quão importante essas nanoestruturas de carbonos juntamente com outro material podem melhorar características ou atribuir características próprias ao compósito. Na síntese de nanocompósitos quando se utiliza nanoestruturas de carbonos é crucial o desenvolvimento de dispersões altamente estáveis, uma vez que, a etapa de dispersão determinará as propriedades físico-químicas, tais como a distribuição granulométrica/tamanho, forma, agregação/aglomeração, entre outros. Um processo comumente usado para a eliminação de aglomeração e dispersão de nanomateriais em um meio aquoso é a sonicação, promovendo a melhora da homogeneidade e estabilidade da dispersão. A técnica de espectroscopia UV-vis é frequentemente usada para monitorar e compreender a estabilidade de suspensão observando atentamente as mudanças no pico de intensidade e a distorção espectral pelas medições de absorção. O intuito dessa pesquisa se encontra em aperfeiçoar o tempo de sonicação para as soluções com nanoestruturas de carbono, para a obtenção de dispersões estáveis e homogêneas. Nesse estudo foram elaboradas quatro dispersões utilizando distintas nanoestruturas de carbono e meios de dispersão, sendo 0,1% de grafeno em 10ml de surfactante brometo de cetiltrimetilamônio (CTAB), 0,1% de nanotubos de carbono em 10 ml de surfactante CTAB, 0,1% de nanotubos de carbono em 10ml de óxido de grafeno e 0,1% de nanografite em 10ml de surfactante CTAB. As quatro soluções foram levadas ao ultrassom da marca Cristófoli na frequência ultrassônica de 42 kHz nos tempos de 10, 30, 60 e 90 minutos, em cada um dos tempos foi medida a absorbância das dispersões na faixa espectral do ultravioleta-visível (UV-vis) em 260 nanômetros por meio do equipamento espectrofotômetro Bel SPECTRO S-2000. As maiores absorbâncias foram encontradas no tempo de 60 minutos para o grafeno, nanografite e nanotubos de carbono com o solvente óxido de grafeno e no tempo de 90 minutos para os nanotubos de carbono com o surfactante CTAB, os resultados mostram que tais nanomateriais não são facilmente dispersáveis em água e em óxido de grafeno. Importante salientar que, os nanotubos de carbono são dificilmente estabilizados, isso se deve as características físicas das folhas, tais como, elevada área interfacial e tensão de superfície pela forte interação interfolha por ligações de van der Waals. Sendo assim, esse estudo contribuiu para otimizar o tempo das dispersões, e vale a ressalva, que qualquer mudança de nanomaterial ou tipo de solvente requer a necessidade de modificar esse protocolo, caso possam surgir outros estudos baseados nesse.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

ESTUDO DA ESTABILIDADE DE DISPERSÃO DE NANOESTRUTURAS DE CARBONO EM ÁGUA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101561. Acesso em: 3 maio. 2026.