ADSORÇÃO DE CORANTE CATIÔNICO UTILIZANDO RESÍDUO DA INDÚSTRIA DE AZEITES
Palavras-chave:
Biossorvente, Azul, metileno, Bagaço, olivaResumo
O destino dos resíduos agroindustriais gera cada vez mais a preocupação, já que muitos ainda contêm compostos bioativos, e poderiam ser reutilizados pelas indústrias de alimentos. O bagaço de oliva é resultado da exploração da olivicultura, consequência da extração do azeite de oliva e gera em torno de 80% de resíduo. Considerado um dos segmentos de indústrias a indústria têxtil está presente no mundo devido a sua grande importância social e econômica. Estando também associada a um grande impacto ambiental durante seus processos. Os corantes utilizados na área de têxteis são formados por substâncias orgânicas e inorgânicas, sendo o mais utilizado o azul de metileno (AM), composto aromático heterocíclico e solúvel em água. Sendo necessário buscar alternativas para o tratamento desses efluentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial adsorvente do bagaço de oliva. O resíduo foi cedido por uma empresa de azeites da região da Campanha. A amostra BO foi seca em estufa a 105 °C por 24 h, moída e peneirada. Já a BOL foi lavada com água potável e detergente, até o desaparecimento da coloração esverdeada, e posteriormente, foi também seca em estufa a 105 °C por 24 h, moída e peneirada. A capacidade de adsorção foi estudada com uma solução do corante AM com concentração de 70 mg/L, na qual foram separadamente adicionadas diferentes massas do adsorvente, 0,5 e 1,0 g. O sistema foi colocado em mesa agitadora a 125 rpm até que não houvesse mudança na coloração. O tempo do processo foi de 1 h. Após, foram centrifugadas, para decantação dos sólidos do adsorvente na solução. As amostras foram submetidas a leitura da absorbância em espectrofotômetro UV-Visível. Foi utilizada uma curva de calibração do corante para tratamento dos dados. Foi possível observar uma mudança na coloração e na turbidez com o aumento da massa utilizada. Em comparação, as amostras nas quais foram utilizadas o BOL como adsorvente apresentaram diminuição da coloração esverdeada mesmo nas amostras de 1,0 g e a turbidez também sofreu diminuição A capacidade de adsorção do BO variou na faixa entre 5,75 e 3,01 mg/g para as massas de 0,5 e 1,0 g, respectivamente. O resultado para a capacidade de adsorção do BOL foi de 5,64 ± 0,05 mg/g para a massa de 0,5 g e de 2,97 ± 0,01 mg/g para a massa de 1,0 g. O percentual de remoção de corante pelo BO foi de 70,40 % para a massa de 0,5 g e 80,50 % para a massa de 1,0 g. Já a avaliação da remoção de azul de metileno pelo BOL foi de 82,02 ± 0,0025 e 86,68 ± 0,0024 para as amostras de 0,5 e 1,0 g, respectivamente. A partir dos resultados obtidos, pode-se constatar que o bagaço de oliva tem potencial como biossorvente do corante azul de metileno. Destaca-se o uso da lavagem do bagaço para que seja possível evitar interferentes na análise da coloração. Na comparação entre o BO e BOL, a lavagem mostrou ser uma prática para o melhoramento na capacidade de adsorção do biossorvente, bem como para evitar a turbidez da solução.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ADSORÇÃO DE CORANTE CATIÔNICO UTILIZANDO RESÍDUO DA INDÚSTRIA DE AZEITES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101558. Acesso em: 14 maio. 2026.