ESTUDO DA ADSORÇÃO DE AZUL DE METILENO A PARTIR DE RESÍDUOS DE ANGICO-VERMELHO TRATADOS QUIMICAMENTE

Autores

  • Larissa Gomes
  • Emanuelle Burato de Araujo
  • Tais Douglas Andrade
  • Elenara Oliveira da Silva
  • Andre Ricardo Felkl De Almeida

Palavras-chave:

Adsorção, Angico-Vermelho, Azul, Metileno, Resíduo, Vegetal, Tratamento, Efluentes

Resumo

A indústria têxtil se encontra dentre as oito principais atividades industriais no Brasil. No entanto, seus processos estão entre as principais fontes de poluição do meio ambiente. A alta toxicidade dos efluentes gerados faz com que tratamentos convencionais não tenham a eficácia desejada e, dessa forma, tratamentos mais refinados são necessários. O processo de adsorção vem sendo amplamente utilizado, uma vez que apresenta simplicidade de operação, baixo custo e alta eficiência. A técnica se baseia no fenômeno físico-químico de superfície que consiste na transferência de um componente líquido ou gasoso para a superfície de uma fase sólida. Em vista disso, resíduos vegetais são altamente promissores como fase sólida adsorvente devido ao atrativo econômico. O angico-vermelho é vastamente encontrado no Brasil, gerando resíduos secos e sem valor agregado, todavia com alto potencial adsortivo. Isto posto, o objetivo deste trabalho foi estudar a cinética de adsorção do corante azul de metileno pelos resíduos da casca do fruto de angico-vermelho impregnado com NaOH. A amostra foi moída, impregnada com NaOH na razão de 2:1, em massa, por 24 horas à temperatura ambiente, seca em estufa a 105° C por 24 horas e neutralizada. Os ensaios cinéticos foram realizados com as amostras em duplicata e utilizando 0,5 g de angico moído e 25 mL de solução de corante com concentração de 150 mg/L. As amostras foram submetidas à agitação a 150 rpm em banho termostático a 35°C variando o tempo em até 120 minutos. Com o término do processo de adsorção, as amostras foram centrifugadas a 3000 rpm por 10 minutos e tiveram as leituras das concentrações remanescentes em espectrofotômetro UV-VIS. A partir dos dados obtidos, ajustou-se os modelos de pseudo primeira ordem, pseudo segunda ordem e difusão intrapartícula. Na análise estatística dos modelos, os parâmetros qui-quadrado (X²), erro relativo (Pp) e analise de variância (ANOVA) com um nível de confiança de 95% foram avaliados. O modelo que melhor representou os dados foi o de pseudo segunda ordem. Este modelo apresentou maior coeficiente de correlação, bem como os menores valores de Pp e X². Ainda, a adsorção aconteceu de forma rápida, corroborando com o melhor ajuste do modelo de pseudo segunda ordem e evidenciando a preponderância da transferência de massa por convecção. O angico-vermelho apresentou eficiência de 97,3% na remoção do corante.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

ESTUDO DA ADSORÇÃO DE AZUL DE METILENO A PARTIR DE RESÍDUOS DE ANGICO-VERMELHO TRATADOS QUIMICAMENTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101552. Acesso em: 14 maio. 2026.