LUGAR DE MULHER É NA CRIAÇÃO: GÊNERO E RELAÇÕES DE PODER EM AGÊNCIAS DE PROPAGANDA
Palavras-chave:
Criação, publicitária, Relações, poder, Gênero, Mulheres, publicitáriasResumo
O resumo focaliza a problemática de investigação de uma pesquisa de mestrado em desenvolvimento, que tem como objetivo investigar a atmosfera da Criação publicitária, com ênfase nas questões de gênero e relações de poder entre os sujeitos atuantes nas agências de publicidade. O problema de pesquisa sintetiza-se na questão: de que forma o ambiente em criação, bem como as questões de gênero e relações de poder estabelecidas influenciam no trabalho dos e das profissionais dentro das agências de propaganda, atravessando os produtos publicitários circulados? Em pesquisa desenvolvida no Trabalho de Conclusão de Curso (SCARRONE, 2017), relatos de publicitárias mostraram que mulheres na criação enfrentam situações de assédio/preconceito, adoecem mentalmente devido ao ambiente de trabalho ou desistem da carreira. Frente a estes e outros resultados, optou-se pela continuidade da investigação. É pertinente analisar os processos produtivos da publicidade considerando que a mesma é imprescindível para a construção do universo sociocultural dos indivíduos. A base teórica principal problematiza gênero (BUTLER, 2010; BEAUVOIR, 1980; DONNA, 1991; LOURO, 2003) em imbricação com conceitos acerca da sexualidade, técnicas de poder e capitalismo (FEDERICI, 2017 e FOUCAULT, 1979), entre outros. Metodologicamente, propõe-se a realização de observação com inspiração etnográfica, analisando dinâmicas de trabalho no Departamento de Criação de uma agência de publicidade. Objetiva-se identificar como os conflitos envolvendo gênero e relações de poder estão imbricados nas lógicas de trabalho e apontar como estes atravessamentos podem afetar a produção publicitária. Após, pretende-se analisar um produto publicitário para compreender como as questões de gênero e relações de poder estão interligadas. A pesquisa fomenta discussões fundamentais para o âmbito comunicacional, viabiliza uma proposta de rompimento junto ao mercado de trabalho e oferece subsídios para entendimento das nuances da Criação publicitária. A pesquisa está em andamento e, por esta razão, ainda não dispõe de resultados que permitam uma análise dos processos empíricos. Referências BEAUVOIR, Simone. O Segundo Sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1980. BUTLER, Judith. Problemas de gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. DONNA, Haraway. Gênero para um dicionário marxista. Londres: Free Association Books, 1991, p.127-148. FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa. São Paulo: Elefante, 2017. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979. LOURO, Guacira Lopes; NECKEL, Jane Felipe; GOELLNER, Silvana Vilodre (Orgs.). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003. SCARRONE, Camila. Mulheres publicitárias e a perspectiva de gênero no cargo de Direção de Criação. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda) Curso de Publicidade e Propaganda, Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), São Borja, 2017.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
LUGAR DE MULHER É NA CRIAÇÃO: GÊNERO E RELAÇÕES DE PODER EM AGÊNCIAS DE PROPAGANDA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101500. Acesso em: 3 maio. 2026.