JORNALISMO DE VIAGEM: MATÉRIAS TURÍSTICAS ACESSÍVEIS ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Palavras-chave:
jornalismo, turismo, acessibilidadeResumo
O avanço da tecnologia possibilitou que novas linguagens fossem criadas, assim a acessibilidade também se desenvolveu, especialmente os leitores de tela. Entretanto, na área da comunicação, a acessibilidade raramente está presente e quando há, não parece ser o suficiente com a leitura de tela apenas no texto. Por isso, matérias em editorias de viagem parecem não ser atrativas o bastante para pessoas com deficiência visual, já que conteúdos visuais geralmente são os principais recursos de linguagem para trazer a atenção do leitor ao texto. A partir disso, temos a seguinte questão problema: o que pode ser encontrado sobre jornalismo de viagem acessível, academicamente e não academicamente? Com o propósito de encontrar uma resposta, foi realizada uma pesquisa exploratória, no âmbito acadêmico e no não acadêmico, para se saber o que já foi e está sendo tratado referente ao assunto através do Google Acadêmico, da plataforma SciELO, da Compós (Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação), em redes sociais e análise básica dos jornais Folha de São Paulo e G1. Na busca científica através das palavras-chaves "jornalismo, turismo, acessibilidade" tanto na plataforma SciELO, quanto nos quatro últimos anais da Compós não foi obtido nenhuma resposta. Enquanto que no Google Acadêmico foram achados 7.690 resultados, sendo que destes foram analisados as cinco primeiras páginas e apenas duas das análises tratam sobre jornalismo de viagem acessível. Ainda sim, o primeiro resultado aborda o tema apenas em uma pequena parte de seu trabalho, tendo apenas o jornalismo de viagem como tema central e o segundo resultado trata de um projeto de blog de viagem acessível. Nas redes sociais, foram encontrados dois blogs, 4 patas pelo mundo e Viajando, voltados para o turismo que apresenta acessibilidade através da audiodescrição a partir de um leitor de tela e descrição das imagens disponíveis, no entanto, ambos os blogs são relatos de experiências, ou seja, não obedecem a lógica da narrativa jornalística. Dentro da análise básica nos cadernos de viagem da Folha de São Paulo e G1, ambos escolhidos por serem acessíveis e terem alta circulação nacional, foi observado a narrativa construída e ferramentas acessíveis disponibilizadas. Baseando-se na pesquisa exploratória e na observação destas duas editorias de viagem, percebe-se que a única acessibilidade existente é a leitura de tela, sendo que a Folha de São Paulo é a única com sua própria audiodescrição, entretanto, a narrativa textual em sua maioria necessita de um auxílio imagético e estes recursos não são descritos em formato auditivo, dificultando na compreensão da informação para pessoas com deficiência visual. Conclui-se então que há poucos estudos científicos e práticas sobre o tema, podendo assim, ser considerado algo inexplorado, precisando de mais estudos.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
JORNALISMO DE VIAGEM: MATÉRIAS TURÍSTICAS ACESSÍVEIS ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101490. Acesso em: 14 maio. 2026.