O PROCESSO EDUCATIVO SOBRE DROGAS: A INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL

Autores

  • Alene da Rosa
  • Gleny Terezinha Duro Guimarães

Palavras-chave:

processos, educativos, adolescentes, serviço, social

Resumo

As substâncias psicoativas (SPA), ou drogas, como popularmente são reconhecidas, estão presentes no cotidiano da sociedade. O uso e abuso do álcool e do tabaco, drogas legais e socialmente aceitas, fazem parte do hábito diário ou esporádico de pessoas e famílias, como forma de confraternizar, relaxar, fugir da realidade ou, busca por prazer momentâneo, esses fatores fazem com que crianças e jovens estejam expostos e vulneráveis ao uso e abuso de drogas de forma precoce. Ao olhar para esta realidade, entende-se que realizar ações de prevenção, articuladas a discursos morais, que neguem o contexto presente, não conseguem dar conta de inibir ou retardar o uso e abuso de drogas, é preciso pensar processos educativos que dialoguem com os adolescentes de forma clara e emancipatória. A partir dessa leitura, criou-se um objetivo que buscava, analisar quais contribuições do serviço social para elaboração de processos educativos sobre drogas. O universo composto por adolescentes na faixa entre os 12 e os 14 anos, e a delimitação da amostra foram adolescentes do 7º (sétimo) ano, de uma escola estadual localizada em território de maior vulnerabilidade social na cidade de São Borja. O método utilizado foi o materialismo histórico dialético, e o trabalho configura-se enquanto um relato de experiência, a partir de uma atividade prática que se organizou por meio de encontros quinzenais, para refletir sobre as drogas com base no tripé, o que são as drogas, consequências sociais e rede de atendimento. Como resultado, pontua-se o reconhecimento por parte dos estudantes e do corpo docente, sobre importância da realização de uma intervenção que proporcionou aos estudantes, um espaço de discussão e reflexão que não se restringe somente as drogas, mas perpassa por outros temas que se apresentam enquanto expressões da questão social (DSTs, gravidez na adolescência, evasão escolar, violência doméstica e outros), objeto de trabalho dos assistentes sociais nos mais diversos espaços sócio ocupacionais, por fim, ressalta-se a importância do diálogo sobre temas transversais vivenciados pelos jovens, efetivando assim o que preconiza os parâmetros curriculares. Conclui-se que, torna-se necessário pensar intervenções ou ações, de educação sobre as drogas (lícitas ou ilícitas), voltados ao público adolescente, que dialoguem sobre essa temática para além dos discursos moralizantes e estigmatizados, deslocando a questão das drogas da realidade e do cotidiano, tratando o assunto como um tabu, e com um discurso muitas vezes, carregado de preconceito e racismo. É preciso pensar em uma educação emancipadora, reflexiva e honesta sobre as drogas na sociedade atual. Para tanto, entende-se que o serviço social, por meio do direcionamento do seu projeto ético-político e, em consonância com os princípios fundamentais do seu código de ética, pode contribuir significativamente na construção de projetos de educação sobre drogas, com vistas a ampliar e consolidar o exercício da cidadania.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

O PROCESSO EDUCATIVO SOBRE DROGAS: A INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101487. Acesso em: 13 maio. 2026.