RAINHAS NEGRAS DO CLUBE 24 DE AGOSTO

Autores

  • Andressa Alves
  • Caroline Maria dos Santos Souza
  • Fernanda Vitória Nunes
  • Giane Vargas Escobar

Palavras-chave:

Clube, social, negro, Rainhas, negras, Racismo, Interseccionalidade

Resumo

O Projeto de Pesquisa Rainhas Negras do Clube 24 de Agosto: identidades, representações e trajetórias de mulheres de um Clube Social Negro na fronteira Brasil-Uruguai articula questões de gênero, raça e classe social com o objetivo de realizar uma análise cultural, em que são personagens centrais, as rainhas do Clube 24 de Agosto, da cidade de Jaguarão, Rio Grande do Sul, numa trajetória de um século de existência. A pesquisa ancora-se na teoria da interseccionalidade, buscando refletir sobre as situações de racismos pelas nas quais essas mulheres foram implicadas. Nesse sentido, pretende-se capturar as consequências da interação entre duas ou mais formas de subordinação, quer por sexismo, racismo ou patriarcalismo. Entre os anos de 2017 e 2018 realizaram-se entrevistas com 11 mulheres negras, que foram rainhas do Clube Social Negro 24 de Agosto. Os diálogos respeitaram o princípio da ancestralidade e nas primeiras interlocuções foram ouvidas as rainhas mais velhas, observando-se o pesar do falecimento da Rainha Eva Neuza. Importante ressaltar os nomes das soberanas, ano de nascimento e o reinado no Clube: Eva Neuza (1942), 1959, faleceu em 24/9/2018; Norma Regina (1949), 1971; Maria Graciema (1957), 1981; Marlete Farias (1960), 1977, ressalte-se que foi a primeira rainha da nova sede do Clube 24 de Agosto; Juliane Sampaio (1965), 1993; Iara Cardoso (1969), 1986; Jurema Cardoso (1974); 1978; Adriana Martins (1979), 1995; Keity Machado (1981), 1997; Katia Beatriz (1986), 2003. Considerando, que todas as rainhas entrevistadas começaram a frequentar o Clube muito jovens e que passaram por alguns constrangimentos e situações de racismo, o que será o tema central da investigação que realizarei ao longo da pesquisa financiada pela FAPERGS. A maioria das mulheres negras entrevistadas nasceram no município de Jaguarão/RS e relataram situações de racismo. A discriminação com os corpos negros é secular e permanece na sociedade brasileira, destruindo e levando ao genocídio a juventude negra e ao extermínio as populações negras, cite-se os casos de: Mariele Franco (27/7/1979-14/3/2018), Ágatha Felix, 8 anos de idade, morta com um tiro nas costas. O preconceito e o racismo matam. Histórias de mulheres negras são importantes, devem ser contadas e Vidas negras importam!

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

RAINHAS NEGRAS DO CLUBE 24 DE AGOSTO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101479. Acesso em: 23 abr. 2026.