RUPTURAS E CONTINUIDADES NA POLÍTICA EXTERNA DE DILMA ROUSSEFF (2011-2016)
Palavras-chave:
Política, Externa, Brasileira, Governo, Dilma, Rousseff, ContinuidadesResumo
i) introdução; Rousseff desempenhou importantes funções nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Concorreu a eleição presidencial com a proposta de dar continuidade ao projeto político em vigor, chegando ao mais alto cargo político em 2011. ii) objetivo(s): Este trabalho se propõe a realizar uma revisão da literatura a respeito da política externa brasileira, durante o período de governo de Dilma Rousseff (2011-2016) e assinalar os principais traços de continuidade e ruptura apresentados nas ações de política externa. iii) material e métodos. O estudo se caracteriza como descritivo de natureza qualitativa (GIL, 2010) e se vale da técnica de pesquisa bibliográfica para levantar os dados de análise. iv) resultados e discussão: Rousseff assumiu o governo sob um contexto considerado favorável pela literatura abordada, principalmente, em relação ao cenário econômico doméstico, que em conjunto a um discurso de continuidade assinalava a manutenção de um projeto político estratégico. Porém, mudanças na conjuntura internacional foram sentidas no ambiente interno fazendo com que medidas de contenção da crise doméstica fossem priorizadas pela atuação política. O Brasil procurou colher os frutos plantados na gestão anterior mantendo grande parte das dinâmicas e parcerias estabelecidas pelo governo de Lula da Silva, embora os mecanismos tenham sido alterados. A relação com EUA foi estremecida abruptamente em 2013 devido a um escândalo de espionagem no qual a mandataria brasileira foi vítima de violação de privacidade. A postura adotada pela presidenta foi elogiada por sua autonomia e altivez e se orientou no sentido de se colocar contrária à prática desenvolvida e a levar a pauta para o foro de discussão no âmbito das Nações Unidas. Em relação à esfera regional pode-se assinalar com maior destaque o foco em questões relacionadas ao desenvolvimento e a descontinuidade da perspectiva de assumir uma liderança regional no curto prazo. Os projetos de expansão estratégica que apresentam um caráter de maior extensão no tempo foram adiados ou suspensos. A participação em foros multilaterais foi mantida, com destaque a instâncias orientadas a relação sul-sul, tal como Mercosul, Unasul, Brics. v) conclusão: Rousseff conduziu a política exterior brasileira, em grande medida sob parâmetros de continuidade em relação a gestão anterior. Entretanto, desenvolveu uma postura própria, pautada por escolhas pragmáticas e o estabelecimento de prioridades. A ruptura mais evidente está relacionada a diplomacia presidencialista, fortemente aproveitada pelo seu antecessor e descontinuada por Rousseff. É importante considerar que para autores como Miranda e Ribeiro (2015) e Giannini (2014) a gestão exterior de Lula da Silva é considerada um ponto fora da curva, razão pela qual assinalam um padrão de continuidade em relação a diplomacia presidencialista de Fernando Henrique Cardoso.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
RUPTURAS E CONTINUIDADES NA POLÍTICA EXTERNA DE DILMA ROUSSEFF (2011-2016). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101457. Acesso em: 13 maio. 2026.