ZONEAMENTO DE FASES MINERAIS EM XISTOS MAGNESIANOS DO COMPLEXO METAMÓRFICO PASSO FEIO, CAÇAPAVA DO SU-RS.
Palavras-chave:
Caçapava, Sul, Fases, Evidencias, XistosResumo
O metamorfismo regional barroviano amplamente conhecido como o modelo tradicional de metamorfismo progressivo, foi descrito pela primeira vez por George Barrow em regiões montanhosas da Escócia. Ele estabelece que sequências metamórficas progressivas mapeadas através do uso de isógradas minerais, a parir de rochas peliticas, corroboraram nas respectivas fases: clorita-biotita-granada-estaurolita-cianita-silimanita, sendo estes característicos de eventos metamórficos com pressão e temperatura moderadas (Barrow, 1893; 1912). A aproximadamente 9 km a norte do município de Caçapava do Sul encontra-se a área alvo do estudo, que compreende 10 km2. Lá os xistos magnesianos anômalos e restritos do Complexo Metamórfico Passo Feio são composto por rochas que evidenciam dois eventos metamórficos regionais, M1 e M2. O primeiro é progressivo e atinge a facie anfibolito inferior, já o segundo é retrogressivo e atingi a facie xisto verde. Ambos eventos são associados a eventos dínamo-termais acompanhados de duas fases deformacionais, D1 e D2, com uma terceira fase deformacional posterior, D3. Estas sequências rochosas encontram- se deformadas, suas isógradas encontram-se dobradas por D2 que obliterou grande parte das relações originais da distribuição de fácies devido a seu caráter penetrativo. Neste sentido, as dobras possivelmente geradas pelo primeiro evento metamórfico-deformacional se encontram transpostas (Bitencourt, 1983). Assim, este estudo busca analisar evidências a partir de feições microscópicas para definir a assembleia mineralógica e as fases de progressão do evento metamórfico. A metodologia desenvolveu-se a partir da coleta de 31 amostras para análises petrográficas ao microscópio polarizador modelo Zeiss no laboratório de microscopia da UNIPAMPA - Caçapava do Sul. As análises petrográficas permitiram observar uma assembleia mineralógica composta por: clorita, talco, moscovita, magnetita, granada, andaluzita e silimanita. Devido a transposição do evento D2 sobre D1 junto a observação de alto ângulo de D3 foi possível associar a sequência mineral dos xistos magnesianos ao metamorfismo tipo barroviano. Ao observar a assembleia mineral descrita é possível verificar um aumento da isógrada de temperatura da porção leste para a oeste na área, marcadas pela predominância de silimanita a mineras de andaluzita. Isto reforça o fato das concentrações indicarem um caráter metamórfico de baixa pressão, assim como as isógradas minerais demonstram domínio dentre elas: clorita-granada-andaluzita-silimanita. Desta forma, apresentam variações em relação ao modelo barroviano, devido a geoquímica do sistema associado.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ZONEAMENTO DE FASES MINERAIS EM XISTOS MAGNESIANOS DO COMPLEXO METAMÓRFICO PASSO FEIO, CAÇAPAVA DO SU-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101424. Acesso em: 3 maio. 2026.