ESTRATIGRAFIA DA FORMAÇÃO PEDRA DO SEGREDO: EXERCÍCIO COM BASE EM SENSORIAMENTO REMOTO DE ALTA RESOLUÇÃO
Palavras-chave:
Fotointerpretação, Sensoriamento, Remoto, Formação, Pedra, Segredo, LitoestratigrafiaResumo
A Formação Pedra do Segredo, unidade topo do Grupo Santa Bárbara na Sub-bacia Camaquã Ocidental, está exposta na região da Serra do Segredo em pequenas escarpas na borda leste do vale do Arroio dos Lanceiros, possuindo aproximadamente 900 metros de espessura (ALMEIDA et al., 2005). Tal Formação é interpreta por Almeida (2005) como uma intercalação de arenitos e arenitos conglomeráticos com estratificação cruzada acanalada e conglomerados com estratificação plano-paralela de rios entrelaçados, passando a conglomerados maciços de leques aluviais proximais. Com o objetivo de contribuir para o conhecimento da Formação Pedra do Segredo, este trabalho apresenta uma subdivisão a nível de membro dessa unidade litoestratigráfica, a partir de técnicas de sensoriamento remoto. Tal análise consiste na construção de um modelo tridimensional do terreno (MTT) e ortofotomosaico a partir de fotografias aéreas obtidas por um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), da marca DJI, modelo Phanton 4. O processamento das aerofotografias foi realizado no software Agisoft Photoscan 1.4.2 que utiliza o algoritmo Structure from Motion (SfM), ao qual calibra os conjuntos de imagem e recupera a estrutura 3D do objeto em tempo real. A interpretação do MTT e do ortofotomosaico foi realizada a partir dos conceitos de fotogeologia, técnica de fotointerpretação para a identificação de elementos geológicos expostos em imagens (ARCANJO, 2011). Como resultado da aquisição aérea, foram gerados o MTT com resolução de 38 cm/pixel e o ortofotomosaico com resolução de 9,7 cm/pixel. Após análise e interpretação dos produtos, a Formação Pedra do Segredo foi subdividida em quatro membros distintos, a partir de padrões geomorfológicos, texturais e de vegetação, aliados a dados bibliográficos. O Membro 1 é composto por intercalações de pelitos e arenitos, pois estes costumam estar sobrepostas pela vegetação (principalmente os pelitos), tanto rasteira como arbustiva, havendo pouca ou quase nenhuma exposição de rocha. Membro 2: arenitos conglomeráticos, pois apresenta uma textura rugosa e coloração acinzentada, sem recobrimento vegetal e geomorfologia pouco proeminente marcada pela variação abrupta na elevação do terreno. Membro 3: arenitos de granulometria média a grossa, caracterizado por um aumento suavizado no grau de elevação do terreno, apresentando coloração marrom acinzentado e sendo recoberto principalmente por vegetação rasteira e de pequeno porte. O Membro 4: conglomerados, pois a principal característica é a rugosidade do terreno, a qual é de maior heterogeneidade textural quando comparada às demais unidades. A metodologia de interpretação geológica de dados de sensoriamento remoto de alta resolução com fins estratigráficos se mostra uma importante ferramenta para o auxílio na definição das unidades litoestratigráficas, pois nos da indícios dos principais alvos que devem ser buscados em campo, para definição dessas unidades, barateando custos e diminuindo o tempo despendido em campo.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ESTRATIGRAFIA DA FORMAÇÃO PEDRA DO SEGREDO: EXERCÍCIO COM BASE EM SENSORIAMENTO REMOTO DE ALTA RESOLUÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101415. Acesso em: 13 maio. 2026.