AVALIAÇÃO DA GENOTOXICIDADE DO ADOÇANTE SUCRALOSE EM LINFÓCITOS HUMANOS CULTIVADOS
Palavras-chave:
Sucralose, Genotoxicidade, Linfócitos, Adoçantes, In, VitroResumo
A sucralose é um edulcorante organoclorado sintético, obtido a partir da reação de cloração da sacarose. Apresenta poder adoçante 600 vezes superior à sacarose sendo, portanto, um dos adoçantes de escolha em dietas com restrição calórica. Estudos prévios têm relacionado o uso de sucralose a vários distúrbios de saúde como alergias, hiperatividade, câncer entre outros. No entanto, o efeito da sucralose, especialmente sob linfócitos humanos, a principal célula do sistema imune, ainda é desconhecido. Segundo a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, a sucralose é um dos adoçantes mais comercializados no Brasil. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da sucralose no DNA de linfócitos humanos saudáveis. Este estudo foi previamente aprovado pelo Comitê de ética da Unipampa (n 27045614.0.0000.5323). A sucralose foi adquirida comercialmente, diluída em meio RPMI e avaliada nas concentrações de 1, 10 e 50 μg/mL. As células mononucleares do sangue periférico humano (PBMC) foram isoladas do sangue total, doado por voluntário auto-intitulado saudável, com Histopaque 1.077 g/mL e mantidas em RPMI 1640 suplementado com Soro Fetal Bovino e antibióticos overnight à 37 ºC em atmosfera com 5% CO2 para a obtenção dos linfócitos purificados os quais foram estimulados com Fitohemaglutinina e expostos às concentrações de sucralose nas condições de cultivo anteriormente mencionadas durante 24 horas. Para avaliação da genotoxicidade, foi utilizado o Teste de Dano de DNA Cometa. Para esta análise, uma alíquota de cada cultura foi homogeneizada com agarose de baixo ponto de fusão e distribuída em uma lâmina pré-coberta com agarose de baixa endometriose. Após a secagem, as lâminas foram submetidas à solução de lise por 24 h. Após, a eletroforese foi realizada para obter a migração do DNA. Em sequência, primeiro as lâminas foram imersas em uma solução neutralizante e, em segundo lugar, em uma solução fixadora. As lâminas foram coradas com nitrato de prata e o perfil de migração, de aspecto semelhante a um cometa, foi contado sob um microscópio óptico de 400 X. Um total de 100 células foi contado por lâmina. A análise do índice de dano de DNA, resultou em um aumento significativo nas concentrações de 10 μg/mL (60%) e 50 μg/mL (68%) quando relacionada com o controle negativo. O resultado encontrado mostra que a sucralose é capaz de induzir dano de DNA em linfócitos humanos. O que coincide com o estudo prévios de outros pesquisadores que ao aplicar o teste cometa em ratos observaram que a sucralose em concentrações habituais de ingesta induz danos de DNA dos órgãos gastrointestinais. Em conclusão, os dados mostraram que a sucralose foi capaz de induzir efeitos genotóxicos na cultura de linfócitos humano nas condições experimentais realizadas. Porém estudos de mecanismo ainda necessitam ser realizados para esclarecer os efeitos aqui observados.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO DA GENOTOXICIDADE DO ADOÇANTE SUCRALOSE EM LINFÓCITOS HUMANOS CULTIVADOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101403. Acesso em: 13 maio. 2026.