ÍNDICE TYG E SUA RELAÇÃO COM MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVO E INTERLEUCINA-6 EM PEQUENOS AGRICULTORES

Autores

  • Débora Rubio
  • Renata Montagner
  • Marcia Denise Pavanelo Cattelan
  • Patricia Maurer
  • Vanusa Manfredini
  • Jacqueline Da Costa Escobar Piccoli

Palavras-chave:

resistência, insulínica, biomarcadores, dano, oxidativo, lipoperoxidação, trabalhadores, rurais

Resumo

A população rural está cada vez mais incorporando hábitos da vida urbana, em relação a dieta, sedentarismo, uso de novas tecnologias, o que contribui para ganho de peso, desordens metabólicas e cardiovasculares. O aumento do sobrepeso na população em geral se caracteriza como um perfil epidemiológico de transição nutricional e já vem acontecendo há algumas décadas. A resistência à insulina (RI) é uma condição na qual tecidos-alvo, tais como fígado, músculo e adiposo, apresentam alteração na resposta a concentrações normais de insulina circulante. Alterações metabólicas e acúmulo de lipídeos são fatores importantes relacionados ao desenvolvimento de RI. Para identificar a resistência à insulina é empregado o índice TyG, que é o produto entre a glicemia e a trigliceridemia, obtidos de uma mesma amostra de um paciente em jejum. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre marcadores de estresse oxidativo e índice de glicose triglicérides (índice TyG) em pequenos agricultores de Santiago RS. O estudo foi aprovado pelo CEP Unipampa nº 1.216.3223. Para a pesquisa, trabalhadores rurais da cidade de Santiago-RS participaram da coleta de sangue em jejum, responderam um questionário e assinaram o TCLE. Os parâmetros bioquímicos foram analisados em equipamento semi-automatizado de bioquímica ChemWell-T e o índice TyG calculado utilizando a fórmula: [log(Triglicerídeos de jejum (mg/dl) x Glicemia de jejum (mg/dL)]/2. Os marcadores de estresse oxidativo TBARS, CATALASE e GSH foram analisados mediante metodologia preconizada na literatura, enquanto GPx e SOD foram dosados utilizando kits comerciais, bem como o marcador inflamatório IL-6. Os resultados foram expressos como média e desvio padrão, para a correlação entre TyG e os marcadores foi utilizada correlação de Pearson, onde p<0,05 foi considerado significativo. Participaram do estudo 94 indivíduos, sendo 48 homens e 46 mulheres, com idade média de 52,48 ± 14,28. A média de dosagem sérica de glicose foi de 84,09 ± 28,20 mg/dl e de triglicerídeos 136,76 ± 89,53 mg/dl resultando média do índice TyG de 1,66 ±1,03. Foi encontrada correlação moderada e positiva (r=0,502 e p<0,001) entre TyG e o marcador de peroxidação lipídica TBARS (32,03 ± 12,83 nmol/mL). Não houve correlação entre o TyG e os demais marcadores analisados. A resistência à insulina determinada pelo índice TyG está associada à presença de danos oxidativos aos lipídeos das membranas celulares, mostrando que alterações em parâmetros metabólicos podem estar relacionados ao estresse oxidativo.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

ÍNDICE TYG E SUA RELAÇÃO COM MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVO E INTERLEUCINA-6 EM PEQUENOS AGRICULTORES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101396. Acesso em: 13 maio. 2026.