DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS LIPÍDICAS A PARTIR DE PRÓPOLIS BRUTO

Autores

  • Pedro da Silva
  • Gabriele Pires Drehmer
  • Luiza Rodrigues Nenê
  • Gabriel Pedroso Viçozzi
  • Eduardo Andre Bender
  • Letícia Marques Colomé

Palavras-chave:

Própolis, Nanopartículas, lipídicas, Nanoprecipitação

Resumo

A própolis é uma mistura de substâncias resinosas, gomosas e balsâmicas colhidas por abelhas melíferas de flores, brotos e exsudatos, ao qual as abelhas acrescentam secreções salivares, cera e pólen. Estudos apontam efeitos antimicrobiano, antifúngico, antiviral, anti-inflamatório, antitumoral e imunomodulatória. No entanto, quando utilizada por vias biológicas ela apresenta baixa solubilidade, baixa biodisponibilidade e bioatividade sensível. Desta forma, destacamos a nanotecnologia como uma possível nova forma terapêutica para sua utilização As nanopartículas lipídicas sólidas (NPL) são sistemas de transporte coloidal com um tamanho que varia normalmente de 50 a 1000 nm. Seu tamanho de partícula reduzido e possibilidade de encapsulação de compostos lipofílicos trazem grandes vantagens a estes sistemas. Sendo assim, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver nanopartículas lipídicas a partir da testagem de diferentes solventes e tensoativos, encapsulando própolis bruta como nova abordagem ao subproduto apícola. Foram obtidas três nanopartículas lipícas pelo método de nanoprecipitação. Na primeira, foi preparada uma fase orgânica (FO), composta por própolis bruta, tensoativo lipoid S45 e etanol. Nas duas formulações restantes, foi substituído o tensoativo e o solvente por monoestearato de sorbitano (SPAN 60) e acetona ou etanol. A fase aquosa (FA) foi composta por água ultrapura e polissorbato 80. Os componentes de ambas as fases foram mantidos sob agitação magnética e aquecidos a 40 °C em banho eletrostático para completa dissolução. Posteriormente, a FO foi vertida sobre a FA com auxílio de um funil estreito. Após 15 minutos de agitação, as formulações tiveram os solventes evaporados com auxílio de um evaporador rotativo (Buchi®) e o volume de água ajustado para 10 mL. O diâmetro médio [d(0,5)], o volume globular médio [d(4,3)] e a polidispersão (SPAN) das partículas foram medidos pela técnica de difratometria de laser (Mastersizer® 2000, Malvern Instrument). O pH das formulações foi medido através de potenciômetro Hanna® previamente calibrado. Como resultado, obtivemos formulações homogêneas com aspecto levemente amarelado. A formulação contendo etanol e Lipoid S54 demonstrou uma distribuição monomodal estreita, com valores de [d(0,5)]: 0,121 ± 0,01nm, [D(4,3)]: 0,127 ± 0,02nm e SPAN: 0,922. Já a formulação contendo SPAN 60 e etanol demonstrou [d(0,5)]: 0,134 ± 0,02nm, [D(4,3)]: 0,153 ± 0,03nm e SPAN: 1,344. Por fim, a formulação obtida pelo solvente acetona e Lipoid S45 demonstrou [d(0,5)]: 0,126 ± 0,02nm, [D(4,3)]: 0,134 ± 0,02nm e SPAN: 1,038. De modo geral o valor de pH de todas as formulações variou entre 3,52 e 3,88. Este trabalho apresentou importantes contribuições, pois a encapsulação da própolis bruta nas nanopartículas lipídicas se mostrou eficiente e em faixa de tamanho adequada. Com isso podemos futuramente seguir para testes mais específicos, dentre eles os de estabilidade, atividade antibacteriana e antifúngica.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-03-30

Como Citar

DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS LIPÍDICAS A PARTIR DE PRÓPOLIS BRUTO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101390. Acesso em: 13 maio. 2026.