DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM PREVALENTES NA INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Autores

  • Caroline Bittencourt
  • Carla Caroline Ribeiro Carvalho
  • Josefine Busanello

Palavras-chave:

Diagnóstico, Enfermagem, Unidades, Terapia, Intensiva, Prevalência

Resumo

Introdução: O Processo de Enfermagem (PE) sistematiza e qualifica a assistência prestada, diminuindo erros e, portanto, aumentando a segurança do paciente (KOTZ et al, 2014). A segunda das cinco etapas que compõem o PE é o Diagnóstico de Enfermagem (DE), que norteia o plano de cuidados (DUTRA et al, 2016). Objetivo(s): Identificar a prevalência dos diagnósticos de enfermagem no momento da internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Material e métodos: Trata-se de um recorte de uma coorte prospectiva descritiva realizada para um trabalho de conclusão de curso. A amostra foi de 31 pacientes maiores de 18 anos admitidos entre março e maio de 2018 em uma UTI Adulto. E excluídos os pacientes que não completaram 24 horas de internação. Coleta de dados através da análise de prontuários e exame físico diário. Análise com distribuição de frequência. Tal pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, sob o parecer n° 2.424.231, CAAE: 74993617.1.0000.5323, respeitando os preceitos éticos da Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Resultados e discussão: Os DE elencados como prioritários que prevaleceram no momento da internação na UTI foram: Risco de perfusão tissular cerebral ineficaz 51,6% (n=16), Padrão respiratório ineficaz 16,1% (n=5), Intolerância à atividade 16,1% (n=5), Troca de gases prejudicada 9,7% (n=3), e Dor aguda 6,5% (n=2). Há prevalência de DE relacionados a afecções neurológicas e respiratórias. Corroborando com a literatura (SILVA et al., 2016), verificou-se apenas um diagnóstico de risco, prevalecendo diagnósticos reais. Risco de perfusão tissular cerebral ineficaz, Padrão respiratório ineficaz e Intolerância à atividade pertencem ao domínio, Atividade/repouso, e à classe Respostas cardiovasculares/pulmonares. Troca de gases prejudicada faz parte do domínio Eliminação e troca e da classe Função respiratória. Já Dor aguda pertence ao domínio Conforto e à classe Conforto físico. O delineamento diagnóstico contribui com o apresto de ações assistenciais e gerenciais de enfermagem na unidade (FERREIRA et al, 2016). Deve-se priorizar os DE que alcancem os resultados esperados diante da condição clínica do paciente e considerar DE similares ou cujos sinais e sintomas se assemelham muito, a fim de evitar equívocos (HERDMAN; KAMITSURU, 2018). Os DE Risco de infecção e Mobilidade física prejudicada não foram apreciados na pesquisa pois são inerentes a internação em UTI, haja vista os dispositivos e procedimentos invasivos e à restrição ao leito, sendo de suma importância para o do planejamento dos cuidados (MARTINS et al., 2018). Conclusão: Evidenciou-se que os DE no momento da internação na UTI estão relacionados a afecções neurológicas e respiratórias, o que remete as intervenções e cuidados para o melhor prognóstico relacionado a esses sistemas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-03-30

Como Citar

DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM PREVALENTES NA INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101386. Acesso em: 16 abr. 2026.