A PARTICIPAÇÃO DO ENFERMEIRO NO CUIDADO DE FERIDAS
Palavras-chave:
Cuidado, feridas, Participação, Enfermeiro, Lesões, peleResumo
A enfermagem tem responsabilidade quase que exclusiva na prevenção, avaliação e no tratamento das lesões de pele. Portanto são exigidos, por parte do enfermeiro, conhecimentos obrigatórios, como a fisiologia, anatomia e as etapas do processo de cicatrização, sendo fundamentais para a realização do diagnóstico e a indicação de tecnologias adequadas para a prevenção e o tratamento de feridas. O Enfermeiro exerce papel de grande relevância na assistência ao paciente portador ou com risco de desenvolver lesões, pois mantém contato prolongado com o mesmo, avaliando as lesões, planejando e coordenando os cuidados. Além disso, acompanha sua evolução, supervisiona e por vezes executa os curativos. Aconselha-se que os protocolos de avaliação de feridas sejam implementados e/ou atualizados por enfermeiros, uma vez que estes respaldam a atuação destes profissionais nos serviços de saúde. Este trabalho objetiva conhecer a participação do enfermeiro no cuidado de feridas. Trata- se de um estudo qualitativo de caráter descritivo, realizado em Unidades Básicas de Saúde da cidade de Bagé/RS, tendo quatro participantes enfermeiros (as) no estudo. A coleta de dados ocorreu por meio de uma entrevista utilizando um roteiro semiestruturado. A análise dos mesmos ocorreu por meio de uma leitura flutuante dos dados, logo após a classificação e o tratamento dos mesmos, em conformidade à análise de conteúdo recomendada por Bardin. Foram obedecidos os aspectos éticos exigidos na Resolução 466/12. Após análise dos dados, os principais resultados que emergiram foi que o Enfermeiro na maioria das vezes não se envolve no cuidado das feridas e na realização de curativos devido à falta de tempo e excesso de afazeres, delegando aos técnicos a função; outro ponto que foi observado foi a falta de inserção de novas tecnologias no cuidado das feridas, com relação à coberturas e de aperfeiçoamento profissional nas técnicas de realização os curativos. Deste modo, conclui-se que a falta de capacitações permanentes, profissionais e tecnologias que auxiliem no cuidado de feridas e seus respectivos curativos fazem com que os enfermeiros (as) das Unidades Básicas de Saúde em que a pesquisa foi aplicada, não tenham uma participação efetiva no acompanhamento de feridas e curativos.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A PARTICIPAÇÃO DO ENFERMEIRO NO CUIDADO DE FERIDAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101383. Acesso em: 3 maio. 2026.