RELAÇÃO ENTRE DISPOSITIVOS INVASIVOS E RISCO DE INFECÇÃO EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Autores

  • Daiana Duran
  • Julia Richter Hummel
  • Amanda Aparecida Queiroz
  • Thaynan Silveira Cabral
  • Josefine Busanello

Palavras-chave:

1, Dispositivos, invasivos, 2, Infecção, 3, Paciente, crítico, 4, Terapia, Intensiva

Resumo

Introdução: Estudos apontam a relação entre o uso de dispositivos invasivos e a infecção em âmbito hospitalar; mais precisamente, em pacientes internados em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulta (UTI-A), a incidência de infecções e suas implicações no prognóstico do quadro clínico dos pacientes. Podemos caracterizar como infecção nosocomial aquela à qual foi adquirida no ambiente hospitalar, podendo se manifestar durante o tempo de internação ou após a alta. Em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) o uso de dispositivos invasivos (como sondas, tubo orotraqueal, drenos, etc.) servem como porta de entrada de microrganismos no nosso corpo, fazendo com que o paciente possa ser acometido por mais uma patologia, como por exemplo, a pneumonia associada ao uso da ventilação mecânica invasiva ou, então, vários casos de infecção do trato urinário (ITU) relacionadas ao uso de sonda vesical de sistema fechado (SVSF). Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), estima-se que, no Brasil, a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações, podendo levar ao aumento do risco de morbimortalidade dos pacientes internados; em uma UTI, a taxa de infecção destes enfermos pode chegar a 10%. Objetivo: analisar a relação entre o uso de dispositivos invasivos e o uso de antibioticoterapia para tratamento de infecções nos pacientes de uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Material e métodos: Este estudo faz parte do macro projeto de pesquisa intitulado: Perfil clínico e social dos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva Adulto de um Hospital da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da UNIPAMPA, sob parecer número 3.404.096, em 20 de junho de 2019. A coleta de dados ocorreu mediante análise documental, retrospectiva dos prontuários de pacientes internados no período de 2016 a 2018, com amostragem aleatória de 259 pacientes, maiores de 18 anos, representando 61,8% da população. Para o tratamento quantitativo dos dados foi realizada análise descritiva e distribuição de frequência, a partir do software Statistical Package for Social Sciences® (SPSS ), versão 20.0. Resultado e discussão: A análise demonstrou que os dispositivos invasivos mais utilizados foram: sonda vesical de sistema fechado (83,4%; n=216); tubo orotraqueal (68,3%; n=177); acesso venoso periférico (82,6%; n=214); e acesso venoso central (39%; n=101). Evidenciou-se que foi realizada coleta de cultura (do tipo urocultura, secreção traqueal, hemocultura, etc) em 39,4% (n=102) dos pacientes. Porém, 64,9% (n=168) utilizaram algum tipo de antibiótico. Conclusão: Há uma alta incidência do uso de dispositivos invasivos nos pacientes internados em unidade de terapia intensiva, necessários para o tratamento, porém geram risco de infecções. A disparidade entre índices de cultura e uso de antibioticoterapia, podem indicar a fragilidade da vigilância para o controle de infecções.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

RELAÇÃO ENTRE DISPOSITIVOS INVASIVOS E RISCO DE INFECÇÃO EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101382. Acesso em: 26 abr. 2026.