PERFIL DE FAMILIARES ACOMPANHANTES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS EM TRATAMENTO
Palavras-chave:
Neoplasias, Família, EnfermagemResumo
INTRODUÇÃO: O câncer pode ser considerado uma doença familiar pelo impacto que gera na unidade familiar como um todo (WRIGHT; LEAHEY, 2015), e além de reconhecer que a unidade familiar precisa receber cuidado da equipe de saúde, é necessário entender que, ao mesmo tempo, ela tem um papel chave no auxílio do cuidado do paciente (RIBEIRO et al., 2015). OBJETIVO: Identificar o perfil sociodemográfico de familiares acompanhantes de pacientes oncológicos em tratamento. METODOLOGIA: O presente é uma fração dos dados do projeto de pesquisa intitulado Necessidades de informação de pacientes oncológicos e de seus familiares, aprovado no Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) sob CAEE 68646817.5.0000.5323. Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório-descritivo com delineamento transversal, realizado em um instituto de radioterapia e oncologia de um município da fronteira-oeste do Rio Grande do Sul/Brasil, de maio de 2017 a dezembro de 2018. Os participantes foram familiares acompanhantes dos pacientes oncológicos em tratamento no referido instituto. Para a coleta dos dados utilizou-se um questionário elaborado exclusivamente para a pesquisa com questões sociodemográficas, aplicado por bolsista capacitado, de forma individual, em local reservado, com duração de aproximadamente 40 minutos. Os dados foram organizados em um banco de dados, analisados pelo pacote estatístico Statiscal Package for Social Sciences Inc, Chicago, IL (SPSS) para Windows versão 21.0 e serão apresentados de forma descritiva. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram entrevistados 84 familiares, nos quais 68 eram homens e 16 mulheres; a maioria com mais de 62 anos (19 familiares), não aposentada (61 familiares) e com ensino médio completo (23 familiares). Quanto ao grau de parentesco com o paciente em tratamento, a maioria era filho (36 pessoas), seguida de esposo(a)/companheiro(a) (23 pessoas). Houve predomínio de residentes na área urbana (79 familiares), com casa própria (76 familiares) e que possuía, pelo menos, um filho (55 familiares). A renda prevalente foi de até dois salários mínimos (56 familiares). Os gastos financeiros gerados com o tratamento, sendo este um grande fator de dificuldade para o enfrentamento da doença, trazem repercussões negativas e preocupações para o paciente e familiar interferindo no processo do cuidado com possíveis sequelas emocionais que perduram até mesmo após o tratamento (RIBEIRO et al., 2015). CONCLUSÃO: Identificou-se que o perfil sociodemográfico dos familiares acompanhantes de pacientes oncológicos de um instituto de radioterapia e oncologia município da fronteira-oeste do Rio Grande do Sul/Brasil é de homens, na sua maioria eram filhos dos pacientes, com mais de 62 anos, ensino médio completo e renda de dois salários mínimos. O estudo provê informações embasadas cientificamente e contribui para o avanço científico nas áreas da Oncologia e Enfermagem.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PERFIL DE FAMILIARES ACOMPANHANTES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS EM TRATAMENTO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101379. Acesso em: 3 maio. 2026.