INFLUÊNCIA DA DISSOCIAÇÃO NA FORÇA E PERCEPÇÃO DE ESFORÇO
Palavras-chave:
Torque, Cinética, Percepção, Esforço, Treinamento, CiclismoResumo
Introdução: Uma condição de dissociação da atenção durante o exercício pode influenciar cargas internas e externas. Esses efeitos podem repercutir tanto no interesse em manter o exercício por mais tempo, como o desempenho. Com esses efeitos, a dissociação pode ter influência sobre adaptações agudas ao exercício. Considerando que o exercício contínuo de intensidade moderada é popular entre atletas recreacionais, pode a dissociação afetar a variabilidade na produção de força? Sendo os estímulos de sobrecarga importante, o aumento da variabilidade poderia ser um efeito não desejado. Além disso, pode a dissociação afetar a percepção de esforço (PSE) durante o exercício físico de carga constante? Conhecer esses efeitos pode ser importante para melhor promover o engajamento com o exercício em pessoas que estão começando um programa de treinamento. Objetivo: Determinar se a dissociação afeta a força e a PSE durante exercício submáximo. Métodos: Neste estudo apresentamos dados de 7 homens e 6 mulheres [idade de 25(5) anos, massa corporal de 68 (10) kg e estatura de 1,66 (0,08) m]. Este projeto foi aprovado pelo comitê de ética 85233618.6.0000.5323. Em dias diferentes, eles realizaram um teste de potência máxima e dois submáximos (intensidade de 50% da potência máxima) em ciclo-ergômetro (Excalibur Sport). As sessões submáximas tiveram duração mínima de 30 min e máxima de 50 min. Em um dos testes submáximos um protocolo de dissociação com uso de música foi aplicado. No outro dia não houve intervenção de dissociação. A cadência de pedalada era controlada entre 80 e 90 rpm. Medimos o pico de torque a cada ciclo de pedalada durante todo o exercício e a PSE a cada 5 minutos. A média do pico de torque ao longo do exercício foi comparada entre as condições com e sem dissociação (Shapiro Wilk, e teste t dependente) e a média da PSE foi comparada entre as condições com e sem dissociação (Shapiro Wilk, teste de Wilcoxon). A análise estatística considerou um nível de significância de 0,05. Resultados e Discussão: O pico médio de torque não apresentou efeito da dissociação (p = 0,470). Na comparação entre a condição com vs. sem dissociação o pico médio de torque não diferiu na perna direta (p = 0,839) e esquerda (p = 0,768). A PSE foi maior na condição de dissociação (p=0,049). Os participantes não eram acostumados com o ciclismo, apesar de serem fisicamente ativos, e isso pode ter influenciado a PSE. Dessa forma, a dissociação pode influenciar negativamente as adaptações agudas a uma nova modalidade de exercício. Análises de parâmetros neuromusculares durante o exercício estão em andamento e permitirão melhor diferenciar os efeitos cognitivos dos neuromusculares. Conclusão: A dissociação não alterou a variabilidade na produção de força, em contrapartida aumentou a PSE durante o exercício de carga constante.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
INFLUÊNCIA DA DISSOCIAÇÃO NA FORÇA E PERCEPÇÃO DE ESFORÇO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101373. Acesso em: 3 maio. 2026.