PREVALÊNCIA DE LIMITAÇÃO DE AMPLITUDE DE DORSIFLEXÃO DE TORNOZELO EM ATLETAS DE FUTEBOL DE CAMPO

Autores

  • Eduardo Froner
  • Katherine Fernandes Peres
  • Leandro da Silva Pereira
  • Liliane dos Santos Machado
  • Helena Carvalho Guedes da Luz
  • Lilian Pinto Teixeira

Palavras-chave:

Dorsiflexão, Lesões, Tornozelo

Resumo

INTRODUÇÃO: Limitações na amplitude de movimento de dorsiflexão do tornozelo tem sido associada a várias manifestações clínicas, como dor, lesões na patela, lesões no tornozelo, e problemas funcionais após entorses. O movimento de dorsiflexão é necessário para o desempenho funcional, principalmente para a marcha e descarga de peso. Sua limitação, consequentemente aumenta o índice de lesões na prática do esporte, sendo entorses de tornozelo o principal acometimento. Assim, o objetivo desse estudo foi analisar a prevalência de limitação de amplitude de dorsiflexão de tornozelo em atletas de futebol de campo universitários. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIPAMPA (N. 2.351.616), no qual foram avaliados atletas de futebol de campo masculino, da equipe universitária da UNIPAMPA, campus Uruguaiana. A amplitude de dorsiflexão foi avaliada por meio do Lunge test. Para isso, o voluntário posicionou-se em pé em frente a uma parede com uma fita métrica fixada ao solo, foi orientado a apoiar as mãos na parede, e o pé contralateral ao avaliado em uma posição confortável, o hálux do pé a ser avaliado foi posicionado inicialmente à 10 cm de distância da parede. Solicitou-se que o voluntário flexionasse o joelho homolateral e realiza-se uma dorsiflexão de tornozelo máxima de forma a tocar a parede com o seu joelho, mantendo o calcanhar em contato com o solo. A cada movimento realizado corretamente, o hálux era movido 1 cm de distância para trás, até que o tornozelo estivesse no seu máximo de dorsiflexão. Utilizado a média das 3 tentativas com um intervalo de 1 minuto, foi considerada uma amplitude de movimento de dorsiflexão limitada um valor igual ou menor que 10 cm. RESULTADOS: Foram incluídos 22 atletas, com média de idade de 23,77±4,44 anos, massa = 83,60±18,17, estatura=1,74±0,04. Desses atletas, cerca de 36,4% (8 atletas) apresentaram limitação de dorsiflexão de tornozelo do lado dominante, e 45,5% (10 atletas) apresentaram limitação de dorsiflexão de tornozelo do lado não-dominante. Em relação aos valores, a média de amplitude de dorsiflexão do tornozelo dominante foi de 9,51±2,09cm, enquanto que no lado não-dominante foi de 9,61±2,48cm, ambas abaixo dos valores de normalidade, que é de 10cm. CONCLUSÕES: Com base nos resultados podemos concluir que, o índice de limitação nos atletas é elevado, sendo que o lado dominante e o lado não-dominante apresentaram-se abaixo do valor de normalidade. Desta forma, é importante ressaltar a importância de uma avaliação de amplitude de movimento de dorsiflexão, seguido de treinamento muscular.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

PREVALÊNCIA DE LIMITAÇÃO DE AMPLITUDE DE DORSIFLEXÃO DE TORNOZELO EM ATLETAS DE FUTEBOL DE CAMPO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101366. Acesso em: 3 maio. 2026.