RESPOSTAS A CORRIDA DESCALÇA ENVOLVE MUDANÇAS CINEMÁTICAS DE POUSO E NA DOR MUSCULAR DE INÍCIOTARDIO
Palavras-chave:
cinemática, biomecânica, corridaResumo
i) introdução: A corrida é um esporte conhecido pela alta ocorrência de lesões entre os praticantes, que são frequentemente discutidas como dependentes ou não de características dos calçados usados por corredores. Entretanto, a corrida descalça vem sendo sugerida como uma estratégia para diminuir forças de impacto e reduzir o risco de lesões na corrida. Os efeitos agudos da corrida descalça geram mudanças no padrão cinemático, que aumentam a sobrecarga no tríceps sural. Com isso, o aumento da participação de ações excêntricas pode resultar em dor muscular de início tardio (DMIT). iii) objetivo(s): O objetivo deste estudo foi determinar as respostas agudas à corrida descalça em um grupo de corredores recreacionais. iv) material e métodos: Participaram do estudo 13 homens adultos (idade de 29±3 anos; massa corporal de 76±4 kg; estatura de 1,77±0,02 m). Eles deveriam ser acostumados a correr na esteira e praticar corrida recreacional (média de 35 km por semana, 3 dias por semana por 3 anos). Os participantes não poderiam apresentar lesões nos membros inferiores nos últimos 6 meses e não ter experiência com a corrida descalça. Eles visitaram o laboratório duas vezes, e, em ambas visitas, eles correram 5 km em uma esteira, em velocidade preferida, um dia usando seu tênis habitual para prática esportiva e outro dia descalço, condições que foram randomizadas. Marcadores reflexivos foram posicionados em pontos anatômicos de referência para avaliar a cinemática 2D e determinar os ângulos do quadril, joelho e tornozelo no plano sagital. Os dados foram gravados durante 30 segundos nos quilômetros 1, 3 e 5. A DMIT foi quantificada 48h depois do exercício através de uma escala visual de dor. v) resultados e discussão: Os ângulos do membro inferior no contato inicial mostraram uma maior flexão de quadril para a condição calçado nos quilômetros 1 (p=0.02) e 5 (p=0.01) e menor no quilômetro 3 (p=0.01) quando comparado à condição descalço. Uma maior extensão de joelho para condição descalça foi observada durante todo o protocolo (p<0.05). O tornozelo mostrou maior flexão plantar na condição descalça nos quilômetros 3 (p=0.04) e 5 (p<0.01). Esses diferentes ângulos sugerem diferentes estratégias de aterrisagem na condição descalça com mudanças cruciais no momento de absorção de impacto com uma pisada que inicia pelo médio pé e antepé. Esse padrão está associado a um maior recrutamento dos flexores plantares de maneira excêntrica. A DMIT se apresentou maior na condição descalça (p<0.01), provavelmente resultado da maior participação de ações excêntricas na aterrisagem. vi) conclusão: Os efeitos agudos da corrida descalça incluem alterações na cinemática dos membros inferiores que sugerem uma maior carga sobre o tríceps sural. Provavelmente, isso contribuí para aumentar a DMIT nas 48h após uma corrida descalça.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
RESPOSTAS A CORRIDA DESCALÇA ENVOLVE MUDANÇAS CINEMÁTICAS DE POUSO E NA DOR MUSCULAR DE INÍCIOTARDIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101363. Acesso em: 3 maio. 2026.