PERFIL DE TOXICIDADE IN SÍLICO DO AGROQUÍMICO ACEFATO: PORTADOR DE IRREGULARIDADES NO LMR

Autores

  • Elvio Serpa
  • Thais Pasqualli
  • Lavínia Da Veiga Pereira
  • Marcella Verginio Lima Lofrano
  • Luis Flavio Souza De Oliveira
  • Michel Mansur Machado

Palavras-chave:

agroquímicos, in, silico, toxicidade

Resumo

Perfil de toxicidade in sílico do agroquímico Acefato: Portador de irregularidades no LMR O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) estabelecido pela Anvisa, listou os agrotóxicos com maior índice de detecção em alimentos no período de 2013 a 2015 no Brasil. Alguns daqueles apresentam maiores irregularidades no Limite Máximo de Resíduos (LMR) em cultivares para consumo humano. Dentre esses, figura o Acefato, um pesticida da classe dos organofosfatos, com reconhecida atividade inseticida, que tem sido largamente empregado em diversos cultivares. Por outro lado, não há muitos registros relacionados aos efeitos desse agrotóxico sobre a saúde humana. Neste sentido, os estudos in silico, com seus diferentes modelos matemáticos, podem fornecer informações relevantes - de forma rápida e barata, para direcionar estudos in vitro e in vivo no sentido de buscar elucidar aspectos fenomológicos e mecanísticos de xenobiontes, incluindo aqui, uma exposição ao referido agrotóxico. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial toxicológico do Acefato através de análises in silico. Os dados relacionados à incidência de resíduos de agroquímicos em alimentos foram consultados no site da Anvisa e, a partir dele, elegemos um dos mais proeminentes, o acefato. Posteriormente, o acefato foi inserido na base de dados PubChem, onde obteve-se seu código SMILE, o qual foi inserido nas plataformas XenoSite e Way2Drug para que a predição da toxicidade e interação gênica fossem analisadas e seus dados organizados. Na plataforma XenoSite prospecções de interações são avaliadas e expressas em um gráfico de temperatura: metabolismo de xenobionte através do CYP 450, epoxidação, formação quinonas, reatividade dos compostos com macromoléculas biológicas nucleofílicas, como DNA e proteínas. O Acefato mostrou potencial de interação com proteínas e com o DNA, além de demonstrar forte relação com GSH, que provavelmente está relacionado com estresse oxidativo. A formação de adutos no DNA relaciona-se com desregulação genética, já alterações em adutos proteicos podem alterar funções biológicas induzindo respostas imunes anormais. Já os resultados encontrados no Way2Drug demonstram alterações na regulação gênica, onde o acefato tanto aumentou quanto diminuiu a expressão de genes relacionados com alterações genotoxicológicas, corroborando com os achados do XenoSite. A análise in silico nas duas plataformas utilizadas mostrou-se uma ferramenta útil para a obtenção de dados sobre a toxicidade do agrotóxico acefato que é amplamente utilizado em cultivares no Brasil. Os dados obtidos em cada plataforma se complementam e servem como alerta, bem como base para pesquisas biológicas voltadas ao Acefato.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

PERFIL DE TOXICIDADE IN SÍLICO DO AGROQUÍMICO ACEFATO: PORTADOR DE IRREGULARIDADES NO LMR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101359. Acesso em: 3 maio. 2026.