UMA SESSÃO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS MINIMIZA OS DEFICITS DE MEMÓRIA RELACIONADOS À TOXICIDADE POR Β-AMILOIDE

Autores

  • Marco Jr
  • Marco A Carvalho S Jr
  • Leticia Rossi Daré
  • Ben Hur Souto das Neves
  • Alexandre Garcia dos Santos
  • Pamela Billig Mello Carpes

Palavras-chave:

alzheimer, neuroproteção, exercício, anaeróbico, aeróbico, beta-amiloide

Resumo

Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa, caracterizada pelo acúmulo do peptídeo beta-amiloide (βA) no espaço extracelular do SNC, levando à morte neuronal, diminuição dos níveis de neurotransmissores e perda de memória. A prática de exercício físico crônico tem sido utilizada como grande aliada no tratamento terapêutico de pacientes com DA, entretanto, pouco se sabe sobre os efeitos agudos do exercício no desempenho cognitivo. Sendo assim, investigamos os efeitos de uma única sessão de exercício anaeróbico ou aeróbico sobre os déficits de memória e sobre os níveis de Noradrenalina (NA) e Dopamina (DOPA) no hipocampo em um modelo de neurotoxicidade induzida pela βA. Metodologia: Foram utilizados Ratos Wistar machos (CEUA 21/2018) divididos nos grupos (n=7-10): Controle, Exercício Anaeróbico (EAn), Exercício Aeróbico (EA), β-amilóide (βA), βA+EAn, βA+EA; e submetidos à cirurgia estereotáxica para infusão do peptídeo βA ou salina na região CA1 do hipocampo. Após dez dias, foi realizada uma sessão de aprendizagem na tarefa de Reconhecimento de Objeto (RO), seguida, nos grupos exercício, de uma única sessão de exercício EAn ou AE. O EAn foi realizado com 8 repetições de subida em escada, com peso fixado na cauda (25,50,75 e100% da massa corporal); o EA foi realizado em esteira rolante por 30min a 60-70% do VO2max indireto. Foram realizados testes de consolidação (24h após a aprendizagem) e de persistência da memória (7 e 14 dias após). Após, os animais foram eutanasiados e os seus hipocampos isolados para mensuração dos níveis de NA e DOPA por HPLC (High performance liquid chromatography). O tempo de exploração dos objetos no RO foi convertido em percentual do tempo total de exploração e comparado com uma média teórica de 50% pelo teste-t de uma amostra. Os níveis de neurotrasmissores foram comparados por ANOVA de uma via seguida de post-hoc de Tukey. Resultados: O grupo controle apresentou consolidação da memória (P=0,002), mas não houve a persistência desta nos dias 7 e 14 (P=0,058 e P=0,079). O grupo βA apresentou déficits de memória, não diferenciando os objetos novo e familiar em nenhum dos testes (24h: P=0,06; 7d: P=0,13; 14d: P=0,85). Já os animais infundidos com βA e submetidos ao qualquer tipo de exercício após a aprendizagem foram capazes de consolidar a memória (βA+EAn: P=0,002; e βA+EA: P=0,002). Os grupos EAn e EA consolidaram a memória (EAn: P=0,0001; e EA: P=0,0001) e esta persistiu por 7 dias (EAn, P=0,03; EA, P=0,0001). O grupo βA apresentou uma diminuição nos níveis de NA e DOPA em relação ao grupo Controle (NA: P=0,019; DOPA: P=0,009). Nenhum tipo de exercício foi capaz de aumentar os níveis destes neurotransmissores nos animais infundidos com βA. Conclusão: Uma única sessão de exercício anaeróbico ou aeróbico modula a aprendizagem, melhorando a memória de animais submetido à neurotoxicidade induzida pela βA, no entanto o mecanismo envolvido nos efeitos cognitivos ainda não está claro.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-03-30

Como Citar

UMA SESSÃO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS MINIMIZA OS DEFICITS DE MEMÓRIA RELACIONADOS À TOXICIDADE POR Β-AMILOIDE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101348. Acesso em: 13 maio. 2026.