O EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO DE L-DOPA NA EXTINÇÃO E PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA AVERSIVA

Autores

  • Luiza Lopes
  • Luiza Lopes
  • Steffanie Severo Picua
  • Niége Alves
  • Pamela Billig Mello Carpes
  • Karine Ramires Lima

Palavras-chave:

Memória, aversiva, Extinção, memória, L-Dopa, Farmacologia, Neurobiologia

Resumo

Introdução: A extinção da memória aversiva configura um novo processo de aprendizagem e vem sendo utilizada como tratamento para distúrbios relacionados a memórias traumáticas. Em estudos anteriores do nosso grupo observamos que a injeção intrahipocampal de dopamina facilita a extinção da memória aversiva, desta forma, considerando que a L-dopa é um fármaco precursor de dopamina e utilizado clinicamente, hipotetizamos neste uma possível nova utilização clínica. Objetivo: Investigar o efeito da administração de L-dopa na extinção da memória aversiva. Material e métodos: Foram utilizados 25 ratos Wistar machos adultos em duas etapas: comportamental (n = 8/grupo) e bioquímica (n = 3/grupo). Para testar a memória aversiva foi utilizado o aparato Esquiva Inibitória (EI), uma caixa com assoalho de barras eletrificáveis e uma plataforma lateral. No dia 1 os animais foram treinados na EI, foram colocados na plataforma e, ao descer, receberam um estímulo elétrico de 0,7mA, 2s. No dia 2 os animais passaram por 3 sessões de extinção com intervalos de 90 minutos entre elas, quando, ao descerem da plataforma lateral do aparato não receberam nenhum estimulo elétrico, podendo ainda explorar o ambiente durante 30s. Neste dia, os animais foram submetidos à injeção intraperitoneal de salina ou L-dopa (25mg/kg) 30min. antes do início do protocolo de extinção. No dia 3 realizou-se o teste de retenção da memória aversiva, quando contabilizamos a latência de descida da plataforma na EI. A persistência da memória foi avaliada por testes realizados 3, 7, 14 e 21 dias após as sessões de extinção. Na etapa bioquímica verificamos os níveis de dopamina no hipocampo 30 min. após a primeira sessão de extinção nos diferentes grupos, para isso utilizamos CLAE (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da Unipampa (protocolo 018/2017). A latência de descida da plataforma na EI foi medida e os tempos no dia do treino e testes foram comparadas intra grupo pelo teste de Wilcoxon. Na análise bioquímica utilizou-se o teste de Kruskal-Wallis pelo post-hoc de Dunn. Considerou-se significativo P ≤ 0,05. Resultados e discussão: No teste de retenção de 24h a latência de descida dos grupos controle e L-dopa foi significativamente maior quando comparada ao dia de treino (P = 0.0039; P = 0.0078), indicando que nosso protocolo utilizando L-dopa não foi capaz de auxiliar na extinção da memória aversiva. Entretanto, a L-dopa foi capaz de reduzir a persistência da memória aversiva a partir do 21º dia (P = 0.3125), diferentemente do grupo controle, no qual a memória aversiva ainda persistiu neste tempo (P = 0.0156). Os resultados da CLAE demonstraram que a L-dopa elevou os níveis de dopamina no hipocampo, em comparação ao grupo controle (P = 0.0027). Conclusão: A injeção intraperitoneal de L-dopa aumenta os níveis intrahipocampais de dopamina, e, reduz a persistência da memória aversiva após um protocolo de extinção.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-03-30

Como Citar

O EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO DE L-DOPA NA EXTINÇÃO E PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA AVERSIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101346. Acesso em: 3 maio. 2026.