ANÁLISE TOXICOLÓGIA DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA REVESTIDAS COM EXTRATO DE CHÁ VERDE EM CAENORHABDITIS ELEGANS

Autores

  • Alisson dos Santos
  • Wallace Rosado
  • Joana Pieretti
  • Amedea Seabra
  • Daiana Silva De Avila

Palavras-chave:

c, elegans, nanopartículas, toxicologia

Resumo

As nanopartículas de prata (AgNPs) estão presentes no nosso cotidiano com ampla utilização na microbiologia e em produtos eletrônicos, além de serem produtos de descartes industriais. Porém, o descarte inadequado das AgNPs pode levar a efeitos indesejados devido à citotoxicidade aos organismos e contaminação de plantas, solo e água. Desse modo, uma análise toxicológica de AgNPs, que reproduza resultados próximos à realidade torna-se essencial para a avaliação dos efeitos adversos causados por essas nanopartículas. Baseado nisso, utilizamos o nematoide de vida livre Caenorhabditis elegans (C. elegans) como modelo experimental para analisar o impacto toxicológico de uma AgNP revestida com extrato de chá verde. Para nossos ensaios, obtivemos as AgNPs + extrato verde na forma liofilizada de um laboratório parceiro da UFABC. Para a obtenção dos vermes no estágio L1, nematoides grávidos foram sincronizados através de uma solução de lise e lavados com tampão M9. 14h após, os ensaios foram realizados com todos vermes em L1. As NPs foram diluídas em água na concentração de 10mg/mL e dispostas em banho ultrassom por 1h antes de serem utilizadas nas concentrações desejadas. 1500 vermes foram expostos às concentrações entre 0,1 a 100 mg/mL por 30min no tratamento agudo, lavados 3x com salina e transferidos para placas de Petry contendo meio NGM com Escherichia coli como alimento. 48h após foram feitas as análises de sobrevivência, tamanho da ninhada e do corpo dos vermes. Para a contagem da ninhada, foi transferido um verme para uma nova placa com bactéria. Esse procedimento foi realizado durante 3 dias a cada 24h e a progênie avaliada 1 dia após a retirada do nematoide. Para o tamanho de corpo, os vermes foram recolhidos com e lavados 3x com salina para posterior foto. Foram obtidas 10 fotos por grupo e analisadas por ImageJ. A análise estatística utilizada foi ANOVA-de uma via seguida por pós-teste de Tukey. Nossos resultados demonstram que as AgNPs testadas não foram tóxicas para o C.elegans. Os resultados são surpreendentes, de certa forma, visto que materiais contendo prata são normalmente tóxicos para os organismos. Porém, acreditamos que o extrato de chá verde, presente no preparo destas AgNP, estabilize a prata iônica e, dessa forma, diminua sua toxicidade. O tamanho de corpo e da ninhada fornecem informações sobre danos no desenvolvimento e reprodutivo, respectivamente. As NPs testadas também não causaram alterações nesses parâmetros. Concluímos que AgNPs revestidas com extrato de chá verde podem trazer uma diminuição da toxicidade dessas moléculas, porém, ainda são necessários estudos para investigar possíveis danos a nível molecular.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

ANÁLISE TOXICOLÓGIA DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA REVESTIDAS COM EXTRATO DE CHÁ VERDE EM CAENORHABDITIS ELEGANS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101341. Acesso em: 3 maio. 2026.