PLANTAS AQUÁTICAS USADAS COMO PLANTAS ALIMENTARES NÃO CONVENCIONAIS (PANCS) NÃO APRESENTAM TOXICIDADE EM CAENOHABDITIS ELEGANS

Autores

  • Emanuelle Corrêa
  • Jean Ramos Boldori
  • Félix Roman Munieweg
  • Conceição de Fátima Alves Olguin
  • Cristiane Casagrande Denardin
  • Cristiane de Freitas Rodrigues

Palavras-chave:

Plantas, aquáticas, PANCs, C, elegans

Resumo

Introdução Plantas aquáticas são conhecidas pelos pesquisadores de macrófitas aquáticas. São vegetais que habitam desde brejos até ambientes totalmente submersos (Esteves, F.A. Fundamentos de Limnologia, 1988). Servem como importante fonte de alimento para diversos tipos de peixes e algumas espécies de aves e mamíferos aquáticos. Além de compor a cadeia alimentar de diferentes espécies, as macrófitas são aplicadas na recuperação de rios e lagos poluídos. No município de Santa Helena, no estado do Paraná, foram coletadas as plantas aquáticas Ricciocarpus, Salvinia auriculata, Ludwigia peploides e Pistia stratiotes (parte aérea e raiz) que estão sendo utilizadas como PANCs (plantas alimentares não convencionais) que são plantas comestíveis que podemos encontrar em quintais, canteiros ou terrenos baldios. Não há nenhum estudo sobre estas plantas, sobre seu benefício ou toxicidade. Utilizamos Caenohabditis elegans como modelo experimental por ser um verme de fácil manuseio e de curto tempo de vida. Este trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade das plantas Ricciocarpus, Salvinia auriculata, Ludwigia peploides e Pistia stratiotes utilizando o modelo C. elegans. Metodologia Os extratos hidroalcoólicos secos das plantas (Ricciocarpus, Salvinia auriculata, Ludwigia peploide e Pistia stratiotes) foram diluídos em DMSO e água destilada (0,01g/ml). Nas culturas foram utilizados 3.000 vermes do tipo N2 (selvagem) em estágio L1. Os vermes foram expostos a 30 minutos em diferentes concentrações (10, 25, 50, 100 e 250 µg/ml) aos extratos das plantas e após 48 horas foi realizada a contagem de vermes para avaliação da sobrevivência. Para a análise de postura de ovos foi transferido 1 verme uma placa de Petri com meio NGM e teve como alimento Escherichia coli OP50, no qual teve a duração de três dias e foi avaliado o tempo de vida do verme. Resultados Os resultados demonstram que nenhuma das concentrações utilizadas dos extratos das plantas apresentaram impacto negativo na sobrevivência e alteração reprodutiva nos animais demonstrando sua segurança toxicológica nos vermes. Inclusive efeitos promissores na longevidade demonstram um possível efeito antioxidante. Conclusão Concluímos que estas três plantas aquáticas analisadas são seguras para consumo como PANCs. Porém, mais estudos devem ser realizados em mamíferos para comprovar esta segurança toxicológica. Agradecimentos Agradeço a FAPERGS pelo suporte financeiro durante a execução desse trabalho. Agência de financiamento Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul FAPERGS

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

PLANTAS AQUÁTICAS USADAS COMO PLANTAS ALIMENTARES NÃO CONVENCIONAIS (PANCS) NÃO APRESENTAM TOXICIDADE EM CAENOHABDITIS ELEGANS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101323. Acesso em: 13 maio. 2026.