CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA LIBERAÇÃO E ATIVIDADE ANTIMALÁRICA IN VITRO DE NANOCÁPSULAS COM DIFERENTES REVESTIMENTOS
Palavras-chave:
Curcumina, Nanocápsulas, Liberação, in, vitro, Atividade, antimaláricaResumo
As propriedades medicinais da curcumina (CCM) vêm sendo exploradas ao longo dos anos, dentre elas, a atividade antiviral, antitumoral e antimalárica. Por ser um composto lipofílico, apresenta algumas limitações, como baixa solubilidade aquosa, instabilidade frente a luz, mudanças bruscas de pH e baixa biodisponibilidade. Em busca de melhorar sua aplicação, faz-se uso de algumas tecnologias, como a nanoencapsulação. As características de superfície dessas nanocápsulas (NCs) são importantes quando se trata da passagem pelas barreiras biológicas, por isso se faz uso de polímeros com diferentes cargas para auxiliar na fuga do sistema fagocitário mononuclear. Com isso, o objetivo desse trabalho foi desenvolver e caracterizar NCs com diferentes revestimentos contendo CCM e avaliar seu perfil de liberação e atividade antimalárica in vitro. As NCs foram preparadas pelo método de deposição interfacial de polímero pré-formado. A caracterização físico-química se deu através da determinação do tamanho de partícula e SPAN (DLS e DL), potencial zeta, pH, doseamento e taxa de encapsulação. O estudo de liberação in vitro foi realizado em meio etanol:água (50:50) durante 12 h, sendo a CCM quantificada em espectrofotômetro UV a 435 nm. O perfil de liberação foi calculado utilizando o software Scientist® 2.0. A atividade antimalárica foi realizada utilizando cepas de Plasmodium falciparum cloroquina-resistente (W2), e a citotoxicidade foi realizada utilizando a linhagem celular humana WI-26VA-4. Para avaliar a citotoxicidade dos compostos fornecidos, utilizou-se do ensaio redução do MTT (3-(4,5dimetiltiazol-2il)-2,5 difeniltetrazólico). A viabilidade celular foi calculada utilizando um leitor de placas de Elisa, em leitura da absorbância à 550 nm. Todas as concentrações obtidas foram comparadas com células cultivadas sem a presença de compostos (considerada 100% de viabilidade). As NCs, independente da formulação, apresentaram tamanho nanométrico e SPAN menor que 2, indicando ser um sistema monodisperso. O potencial zeta apresentou-se negativo para NC1 e NC2, e positivo para NC3 e NC4. O pH foi levemente ácido. A taxa de encapsulação foi de 100% para todas as formulações e o doseamento de aproximadamente 100%. O modelo de liberação in vitro da CCM pode ser descrito como biexponencial, onde há uma liberação rápida na fase inicial, seguida de uma liberação controlada da parte disposta no núcleo da NC. Quanto à atividade antimalárica, as NCs mostraram-se ativas frente à cepa avaliada, apresentando citotoxicidade e valor de IC50 inferior à CCM livre. Estes dados sugerem a importância da nanoencapsulação para melhorar a atividade de compostos. Com isso, pode-se concluir que foi possível obter NCs em tamanho nanométrico, possibilitando a completa nanoencapsulação e uma liberação controlada da CCM, além da redução do IC¬¬50 quando comparado à CCM livre.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA LIBERAÇÃO E ATIVIDADE ANTIMALÁRICA IN VITRO DE NANOCÁPSULAS COM DIFERENTES REVESTIMENTOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101319. Acesso em: 3 maio. 2026.