MICRORGANISMOS INDICADORES EM CELULARES DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE DE UM HOSPITAL

Autores

  • Stefany da Silva
  • Suelen da Rosa da Silva
  • Renata Machado Castro
  • Eduarda Mazzitelli Furquim
  • Camila Canestrini Cáceres Costa
  • Cássia Regina Nespolo
  • Cassia Regina Nespolo

Palavras-chave:

Contaminação, cruzada, infecção, nosocomial, bactérias, patogênicas, serviços, saúde

Resumo

Os telefones celulares são objeto de uso corriqueiro na vida social e profissional, constantemente manuseados, com área superficial considerável e que emitem calor, o que pode favorecer a contaminação microbiana. Este objeto pode oferecer risco aos pacientes atendidos por profissionais da saúde que utilizam telefones celulares durante o trabalho, já que o equipamento pode ser um vetor de microrganismos. O trabalho teve como objetivo avaliar a presença de microrganismos indicadores de segurança em celulares de profissionais da saúde de um hospital localizado na região Fronteira Oeste, RS. A seleção na coleta foi por conveniência, com coletas no período de agosto a setembro de 2019 e realizadas com swab, diluente água peptonada 0,1% e delimitador com área de 50 cm2. As amostras identificadas foram incubadas a 37ºC durante 24h e os procedimentos microbiológicos seguiram metodologias padronizadas. Os grupos indicadores avaliados foram mesófilos aeróbios totais, coliformes totais, coliformes fecais, enterobactérias e Staphylococcus. A contagem de mesófilos aeróbios totais foi feita em Ágar Padrão de Contagem (PCA) e incubação a 35°C. A prova presuntiva para coliformes foi feita Ágar Cristal Violeta Vermelho Neutro Bile (VRBA), incubação a 35°C e posterior contagem das colônias suspeitas. A confirmação da presença de coliformes totais foi realizada por inoculação das colônias em Caldo Verde Brilhante Bile com 2% lactose, a 35°C, e a de coliformes fecais foi efetuada em Caldo EC, a 45°C. A contagem de enterobactérias foi feita na superfície de Ágar MacConkey e incubação a 35°C. A contagem de Staphylococcus sp. em meio Baird Parker, suplementado com gema de ovo e telurito de potássio, e a presença de S. aureus foi confirmada pelas provas da catalase e coagulase. A etapa do estudo contou com a coleta de 20 amostras, destes dez técnicos de enfermagem, seis profissionais da equipe de higienização, dois médicos, um enfermeiro e um auxiliar de nutrição. Observou-se que 95% (n=19) dos celulares apresentaram resultado incontável para mesófilos aeróbios totais e um com 34,2 UFC/cm2. A presença de coliformes totais foi verificada em 5% (n=1) das amostras. As enterobactérias não foram detectadas em 65% (n=13) das amostras, 20% (n=4) apresentaram resultados incontáveis para este grupo e as outras três amostras tiveram contagens entre 0,2 e 25,6 UFC/cm2. A presença de Staphylococcus sp. e S. aureus não foi verificada em 45% (n=9) dos celulares e os demais apresentaram contagens para S. aureus variando de 0,2 a 35,6 UFC/cm2. Os resultados demonstraram que os aparelhos celulares apresentaram contaminação microbiológica importante, pela presença de grupos indicadores, microrganismos patogênicos e contagem por área do aparelho. O manuseio de celulares durante o atendimento ao paciente sem a adequada higienização pode, portanto, facilitar a contaminação cruzada e levar à transmissão indireta de contaminantes microbiológicos entre pacientes.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

MICRORGANISMOS INDICADORES EM CELULARES DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE DE UM HOSPITAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101312. Acesso em: 14 maio. 2026.