Physcomitrium acutifolium Broth.: a fitorremediação in vitro como técnica de recuperação de solos contaminados por excesso de ferro

Autores

  • Bruna Bernardes
  • Sara Navarrete Bohi Goulart
  • Guilherme Afonso Kessler de Andrade
  • Adriano Luis Schunemann
  • Filipe de Carvalho Victoria
  • Maria Victória Magalhães de Vargas

Palavras-chave:

Briófitas, Fe, Remediação

Resumo

A biorremediação é o uso de processos biológicos para reduzir, remover, degradar ou transformar contaminantes de uma matriz ambiental, como água ou solo. Muitos compostos tóxicos, têm sido introduzidos no meio ambiente através da atividade humana, e a exposição a estes contaminantes causa muitos riscos, tanto ao ambiente quanto à nossa saúde. Por isso, entender esses riscos e desenvolver técnicas de remediação tornam-se de extrema importância. De todas as espécies biológicas utilizadas como bioindicadoras da qualidade ambiental, os musgos (Bryophyta senso strictu) têm tido maior destaque. Essa grande utilização deve-se a várias características como sua excelente distribuição geográfica com adaptação a diferentes condições ambientais, facilidade de penetração de íons metálicos na parede celular, ausência de sistema radicular e tecidos vasculares. Além disso, a morfologia deles não varia de acordo com a sazonalidade, o que permite acúmulo de elementos, e apresentam considerável longevidade. Alguns metais são essenciais para o funcionamento normal do metabolismo dos organismos, porém quando em baixas ou elevadas quantidades, podem levar ao estresse fisiológico e ter consequências prejudiciais, principalmente em plantas. O ferro, micronutriente essencial que participa de importantes reações metabólicas, tais como fotossíntese e respiração, quando em excesso pode causar redução no crescimento e, consequentemente, na produtividade das plantas. Com isso, o objetivo do presente trabalho foi testar a eficiência do musgo Physcomitrium acutifolium Broth. como biorremediador de ferro in vitro. Para isso, foram feitos meios de cultura MS líquido (Murashige et al., 1962) com diferentes concentrações de Fe-EDTA sendo elas: 27.8 mg/L no grupo controle, e respectivamente 32.8 mg/L, 35.8 mg/L e 42.8 mg/L nas demais tréplicas. Foram inseridos 6 gametófitos em cada meio de cultura e mantidos em agitação constante e temperatura de ±20ºC por 7 dias. Ao final do experimento, os gametófitos resultantes foram medidos no microscópio estereoscópico Zeiss Stemi 2000-C com auxílio de paquímetro para comparações com o grupo controle. Por fim, as diferenças de médias dos gametófitos foram avaliadas pelo teste não-paramétrico de Mann-Whitney U, com auxílio do programa R (R Core Team, 2018) utilizando o pacote Ggplot (Wickham H., 2016). Através dos resultados pode-se observar um bom crescimento em quantidades de ferro superiores ao grupo controle, porém sem diferenças significativas entre os meios testados, então, podemos concluir que nenhuma das 3 concentrações utilizadas afetou o crescimento do musgo P. acutifolium. Posteriormente, serão realizadas mais análises para determinar a taxa de absorção de ferro por esses musgos e assim, determinar se de fato são bons fitorremediadores.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

Physcomitrium acutifolium Broth.: a fitorremediação in vitro como técnica de recuperação de solos contaminados por excesso de ferro. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101304. Acesso em: 3 maio. 2026.