PRODUTIVIDADE DE ARROZ INOCULADO COM AZOSPIRILLUM BRASILENSE SOB DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO

Autores

  • Felipe Porta
  • Lorenzo Dalcin Meus
  • Dionatan Roberto Costa
  • Jean Carlos Fresinghelli
  • Cleber Maus Alberto

Palavras-chave:

Oryza, sativa, eficiência, uso, água, fixação, biológica, nitrogênio

Resumo

A busca pela redução da necessidade de fertilizantes químicos na cultura do arroz, promove a busca por micro-organismos que auxiliem a suprir a carência por este nutriente. Logo, bactérias do gênero Azospirillum mostram-se promissoras quanto a fixação biológica de nitrogênio em gramíneas. Dessa forma, objetivou-se quantificar a produtividade de arroz de terras baixas inoculado com Azospirillum brasilense, sem adubação nitrogenada de cobertura, sob diferentes lâminas de irrigação por aspersão. Conduziu-se na área experimental da Unipampa - Campus Itaqui/RS, um experimento no delineamento de blocos ao acaso, com 4 repetições. Os tratamentos foram compostos por diferentes lâminas de irrigação por aspersão (0, 50, 100, 150 e 200% da evapotranspiração da cultura (ETc)), no estágio vegetativo da cultura (EM-R1), mantendo-se no estágio reprodutivo a lâmina de 200% da ETc para todos os tratamentos. Os tratamentos foram conduzidos com a cultivar de terras baixas IRGA 424 RI. A densidade de semeadura foi de 350 sementes m2, inoculada com a bácteria Azospirillum brasilense (AzoTotal®). A emergência das plantas ocorreu no dia 01/11/2018. As parcelas foram compostas de 28 linhas com espaçamento de 0,17 m entre linhas e 9 m de comprimento. A necessidade de irrigação foi determinada pela estimativa da ETc, multiplicando-se a evapotranspiração de referência (ETo) pelo coeficiente da cultura (Kc). Adubou-se no momento da semeadura 350 kg ha-1 do formulado 5-20-20 (NPK), e no decorrer do experimento a cultura não recebeu adubação nitrogenada de cobertura. Os demais tratos culturais foram realizados de acordo com as recomendações técnicas para cultura. As amostras para produtividade foram obtidas com amostragem de 2,72 m² (4 linhas de 4 m de comprimento) por parcela, quando as plantas atingiram ponto de colheita (R9). Após a coleta, as amostras foram levadas para laboratório, e posteriormente, os grãos secados em estufa até umidade de 13%. Os resultados obtidos foram submetidos a análise de variância e se significativos realizou-se o teste T (LSD) a 5% de probabilidade de erro. Os valores de produtividade de arroz inoculado com Azospirillum brasilense para as diferentes lâminas de irrigação no período vegetativo (EM-R1), sem adubação nitrogenada, não apresentaram diferença estatística (CV= 18,96%). Obteve-se variação de produtividade de 5557,13 kg ha-1 (0% da ETc) a 6487,08 kg ha-1 (200% da ETc), observando-se que estás estão próximas a produtividade média para a estado do Rio Grande do Sul (RS) (7508,00 kg ha-1). Dessa forma, conclui-se que a produvidade de arroz inoculado com a bactéria Azospirillum brasilense, sem adubação nitrogenada de cobertura, aproxima-se da produvidade média estadual (RS), possibilitando a inserção deste em um sistema de cultivo agroecológico, como também, a redução das doses de fertilizante nitrogenado aplicados nas lavouras arrozeiras.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

PRODUTIVIDADE DE ARROZ INOCULADO COM AZOSPIRILLUM BRASILENSE SOB DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101289. Acesso em: 14 maio. 2026.