ESTIMATIVA DO PLASTOCRONO EM CULTIVARES DE SOJA SOB DISTINTAS ÉPOCAS DE SEMEADURA EM TERRAS BAIXAS

Autores

  • Urilan Calegaro
  • Carlos Miguel Corrêa Schneider
  • Rodrigo Puget Marengo
  • Airton Landarin Balensiefer
  • Daniel Andrei Robe Fonseca

Palavras-chave:

Grupo, maturidade, relativa, Nós, Épocas

Resumo

A soja (Glycine max (L.) Merril) é um grão rico em proteína, cultivado como alimento para humanos e animais. Objetivou-se com este trabalho determinar o plastocrono da cultura da soja de diferentes cultivares sob diferentes épocas de semeadura. O experimento foi conduzido na área experimental da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Itaqui. Sob coordenada de 29° 09 23,75" S e 56° 33 24,29" W, altitude de 74 m, localizada na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Segundo a classificação climática de Köppen, o clima é do tipo Cfa, subtropical sem estação seca definida apresentando verões quentes e o solo do local é classificado como Plintossolo Argilúvico eutrófico petroplintico. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso composto por três cultivares de diferentes grupos de maturidade relativa (GMR) e em diferentes épocas de semeadura, sendo as cultivares escolhidas BMX Elite IPRO (GMR 5.5), TMG 7062 IPRO (GMR 6.2) e BMX Icone (GMR 6.8) sendo semeadas em 08/11/2017, 19/12/2017 e 18/01/2018. A área da parcela foi constituída por quatro linhas de cinco metros com espaçamento de 0,50 metros entre linhas. A densidade foi de 15 plantas por m-² e as avaliações foram realizadas nas duas linhas centrais. A colheita das parcelas foi realizada quando as plantas de soja atingiram o estágio fenológico de R8 da escala fenológica de Fehr & Caviness (1977). Após a emergência foram demarcadas 4 plantas nas linhas centrais de cada parcela e contabilizou-se semanalmente o número de nós visíveis da haste principal, considerando apenas o nó visível se o mesmo estivesse com a borda de ao menos um limbo foliar desenrolado e não mais se tocando. Realizou-se o cálculo da temperatura média do ar e com os valores de número de nó (NN) na haste principal de cada planta e foi feita a regressão linear dos valores com a STa, calculando o plastocrono pelo inverso do coeficiente angular da regressão linear. Os valores de plastocrono foram submetidos à análise de variância pelo teste F, havendo diferença significativa, à comparação de médias foi feita usando o teste de Tukey (p<0,05). Os valores de plastocrono na semeadura da época 1 entre as cultivares não diferiram da época 2 e a cultivar de GMR 5.5 (72,53 ºC dia nó-1) e GMR 6.2 (64,23°C dia nó-1) foram superiores comparados ao GMR 6.8 (58,44 ºC dia nó-1). A cultivar de GMR 6.8 apresentou valor superior na época 3 (76,79 ºC dia nó-1) quando comparada na 2 (58,54 ºC dia nó-1) e época 1 (67,31 ºC dia nó-1). Conclui-se que as cultivares de GMR 6.2 e 5.5 não sofrem interferência do seu ciclo de desenvolvimento na fase vegetativa e a cultivar 6.8 reduziu a duração da fase quando semeada na época 2.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

ESTIMATIVA DO PLASTOCRONO EM CULTIVARES DE SOJA SOB DISTINTAS ÉPOCAS DE SEMEADURA EM TERRAS BAIXAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101286. Acesso em: 13 maio. 2026.