DISTRIBUIÇÃO DIAMÉTRICA DAS ESPÉCIES COMPETIDORAS DE MATAYBA ELEAEGNOIDES NO FRAGMENTO FLORESTAL ESTACIONAL SUBTROPICAL DO RS
Palavras-chave:
Camboatá-branco, J-invertido, Floresta, inequiâneaResumo
A Floresta Estacional Subtropical, no Rio Grande do Sul, é uma das formações florestais que sofreu grandes modificações em sua estrutura, principalmente por conta do avanço agrícola e pecuário ocorrido no Estado em tempos passados. O espaço ocupado por cada árvore pode definir o grau de competição que uma espécie está submetida dentro de um povoamento. Deste modo torna-se possível compreender acerca da estabilidade, vitalidade e produtividade de cada indivíduo, e, o grau de concorrência que uma espécie florestal está sujeita no povoamento. Assim, o objetivo deste trabalho foi analisar a estrutura diamétrica das espécies competidores de Matayba elaeagnoides Radlk em um fragmento nativo, localizado em São Sepé, Rio Grande do Sul. O estudo foi conduzido em um fragmento de 40 hectares da Floresta Estacional Subtropical, isolado de atividades agropastoris e sem extração madeireira há mais de 60 anos. A análise da estrutura diamétrica foi realizada por histogramas de frequência, com número de classes obtidos através da fórmula de Sturges e os intervalos de classes foram baseados na amplitude total dos dados. As espécies competidoras foram classificadas de acordo com sua proximidade e influência sobre os indivíduos de Matayba elaeagnoides. Foram identificadas como principais competidoras de M. elaeagnoides as seguintes espécies: Ruprechtia laxiflora Meisn, Ocotea pulchella (Nees) Mez, Helietta apiculata Benth., Casearia decandra Jacq e Cordia americana (L.). O diâmetro médio encontrado para as espécies foi de 23,08 cm, sendo que o menor diâmetro foi 10,57 cm e o maior 62,78 cm. A análise gráfica do histograma dos valores observados evidencia o padrão de J-invertido, comumente encontrado em florestas nativas com maior concentração de indivíduos nas menores classes diamétricas e a redução gradativa conforme o aumento da classe. Nas menores classes de diâmetro os indivíduos presentes são mais numerosos, indicando que estas espécies possuem maior nível de competição com M. elaeagnoides, como a competidora Ocotea pulchella que obteve um maior crescimento robusto em diâmetro e desenvolvimento. Já o número reduzido de indivíduos com dimensões maiores pode ser reflexo do baixo nível de competição das espécies e o número de árvores nas proximidades dos indivíduos de M. elaeagnoides. As competidoras que destacaram-se no desenvolvimento foram as espécies: Ocotea pulchella, Ruprechtia laxiflora e Helietta apiculata com valores de DAP de 62,77cm, 53,54cm e 43,77cm, respectivamente. Assim, pode-se concluir que essas espécies foram as que mais concorreram com M. elaeagnoides, por apresentarem maior DAP em relação as demais competidoras.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DISTRIBUIÇÃO DIAMÉTRICA DAS ESPÉCIES COMPETIDORAS DE MATAYBA ELEAEGNOIDES NO FRAGMENTO FLORESTAL ESTACIONAL SUBTROPICAL DO RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101278. Acesso em: 3 maio. 2026.