MANEJO DA IRRIGAÇÃO NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE PINUS TAEDA L. EM VIVEIRO FLORESTAL

Autores

  • Carlos da Silva
  • Nirlene Fernandes Cechin

Palavras-chave:

Qualidade, Mudas, Atividades, Viveiro, Silvicultura

Resumo

Uma das etapas iniciais e de maior importância no processo de produção florestal é a produção de mudas no viveiro florestal. O cuidado e o controle das atividades são primordiais para que as mudas apresentem boa qualidade. O presente estudo teve por objetivo avaliar as influências do manejo da irrigação na produção de mudas de Pinus taeda L., a partir da avaliação do percentual de germinação e de avaliações morfológicas da altura e diâmetro das mudas durante seu ciclo de formação inicial. O experimento foi instalado e conduzido, por 31 dias, em um viveiro florestal localizado no oeste de Santa Catarina. Foram utilizadas 9 bandejas compostas por 961 tubetes de capacidade volumétrica de 55 cm³ cada. O substrato comercial utilizado era constituído por cascas de pinus compostadas, cascas de pinus carbonizada, fibra de côco, vermiculita, calcário e NPK, com preparo realizado em betoneira, sendo a semeadura realizada manualmente. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado, em arranjo fatorial (3x3), sendo os fatores constituídos pelos tratamentos T1 irrigação nove vezes ao dia; T2 irrigação doze vezes ao dia e T3 irrigação seis vezes ao dia. A irrigação na casa de vegetação era realizada por barras de irrigação com microaspersores, e o acionamento era realizado a partir de um painel de controle com horários definidos. As avaliações do percentual de germinação foram realizadas a cada 10 dias após a germinação das sementes e aos 60 dias foram realizadas as avaliações das alturas e dos diâmetros das mudas para realização dos cálculos da relação altura/diâmetro (H/D). Foi possível constatar que o tratamento com seis irrigações diárias, além de resultar em maior taxa de germinação (81%) permitiu uma redução de 40% no consumo diário de água em comparação com o tratamento de nove irrigações diárias que era o manejo atualmente utilizado no viveiro. Esse resultado deve-se ao melhor aproveitamento da irrigação pelo tamanho do tubete, que devido seu volume ser pequeno tem uma maior área de saturação hídrica. Na relação de altura e diâmetro das mudas (H/D), não houve diferença estatística entre os tratamentos utilizados e todos ficaram dentro dos parâmetros definidos pela literatura, que determinam que os valores da relação devam estar entre 5,4 até 8,1 em qualquer fase do período de produção de mudas (CARNEIRO, 1995). Foi observado que o tratamento com doze irrigações ao dia (T2), com maior frequência de irrigação diária, além de apresentar resultados insatisfatórios na germinação, também interferiu negativamente no crescimento das mudas, pois foi observada a presença de grande quantidade de ervas daninhas junto às mudas, interferindo no crescimento das plantas. Com o presente estudo foi possível observar que a alteração no manejo de nove para seis irrigações diárias mostrou-se satisfatória, pois além da redução considerável de 40% no consumo diário de água, trouxe resultados positivos no percentual de germinação.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

MANEJO DA IRRIGAÇÃO NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE PINUS TAEDA L. EM VIVEIRO FLORESTAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101275. Acesso em: 3 maio. 2026.